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quarta-feira, outubro 13, 2021

A Voz do Sobrenatural


Ouvir Deus é como sentir um sussurro de amor, é como ser acariciado na alma pelo sobrenatural.

São muitas as ideias de alma, e, sinceramente, não tenho a pretensão de ter a melhor definição, é misterioso demais para minha insignificância humana (na perspectiva do divino, claro); mas quando "ouço Deus" (e eu sinto que ouço!), me parece um som de paz que vem de dentro.
Em meio a situações mais adversas, de angústia, conflitos, dúvidas, dor, enfim, quando tudo ao meu redor me desanima ("des-anima"), procuro buscar meu "ânimo" de volta na fonte que literalmente me "animou", que me encheu de vida.
Alma é um termo que deriva do latim anǐma, e refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover.

Minha relação com a Bíblia, além de fonte histórica e literária, é de inspiração. Gosto de me alimentar das coisas bonitas que foram incorporadas à obra, porque creio que todo registro e produção da história da humanidade, sua relação com crenças e experiência espirituais serve de referência pra nossa caminhada terrena, pois, embora inseridos em épocas e cultura diferentes, no fundo, temos a mesma busca, a mesma sede, a mesma angústia: um elo perdido com o divino.
Digo isso para me valer dos versos de um profeta bíblico a quem foi atribuída muita coisa bonita no compêndio do Antigo Testamento: Jeremias.
"Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração...." (29.13-14)
Palavras de consolo enviadas por ele (Jeremias) aos exilados na Babilônia, como mensagem recebida de Elohim (nome usado no original em hebraico referindo-se à natureza superlativa de Deus - Criador).

E é assim, dentro dessa perspectiva, que tenho buscado encontrar Deus, ouvir sua voz sobrenatural na trivialidade do dia a dia. O lugar onde mais intensamente me relaciono com sua voz é quando o busco no profundo de mim mesma e na relação de pertencimento com a natureza, com o universo, e na irmandade com o outro. É assim que consigo percebê-lo.

Deus é tudo em todos. Não existe caixinhas e definições que consigam contê-lo. 

terça-feira, abril 28, 2020

O Absurdo da Fé



Tertuliano (um teólogo que viveu entre os anos de 160-230) argumentou que a maior verdade do Cristianismo era a sua absurdidade: Creo quia absurdum est ("Creio porque é absurdo."). Também acho. Se não fosse absurdo, não haveria necessidade de fé, bastava entender.
A quem me pergunta, por curiosidade (ou porque busca para si uma explicação) sobre minha fé e seus fundamentos em minha vida, respondo: 
Creio porque é um absurdo, e esta experiência me nutriu até aqui, e me sustenta em todo tempo. Há dias em que nem percebo que isto me sustenta, em outros, busco o tempo todo esta certeza para conseguir me sustentar.
É assim. Simples de viver e complicado de explicar.

Só não sei viver sem este absurdo!

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Sobre Tormentas...


As tormentas não são simples fatalidades para nos causar medo e desespero. Elas são fenômenos, processo vivo da constante atividade da natureza. Faz parte. Ou seja, se o meu barco está no mar, devo contar com tormentas.

É certo que em meio a toda imensidão cósmica, somos poeira; e se quisermos fazer valer o fôlego mágico de vida que nos eleva um pouco além da poeira, devemos aprender com tempestades e bonanças, e continuar remando, certos de que - quer tragados,  náufragos ou ilesos, os remos estiveram firmes , o horizonte foi contemplado e  o fim... Ora, o fim sempre vem. Mas..... Há uma esperança teimosa que nos alimenta, e que não se resume ao que por aqui se encerra.

Com o fôlego de vida, parece que recebemos uma intuição de eternidade, e esta intuição é como uma águia que voa alto quando há tormenta: Elas sabem que acima das nuvens escuras, dos ventos e das descargas elétricas, brilha o sol.

Portanto, a cada novo amanhecer, lembremo-nos que as tormentas e o fim são inevitáveis, mas a fé é esta intuição de eternidade, e que ela tem olhos de águia!

quarta-feira, março 29, 2017

Pequenas Fatais Distrações



Muitas vezes, nossa chance de salvar o mundo está bem do nosso lado, e não percebemos, ou, talvez até percebamos o que temos ao nosso lado, só não mensuramos o valor real dessa relação no futuro.
Nossos lares estão repletos de oportunidades de salvar o mundo, mas geralmente é um trabalho emocional árduo e sem prêmios materiais que nos coloquem em exposição para reconhecimento popular, com glórias pessoais, que alimentem nossa vaidade, sem  algum desconforto,
Tenho conhecido muita gente que frequenta voluntariado em Instituições filantrópicas, que defende causas de minorias ou escreve livros repletos de teorias sobre relacionamentos saudáveis, mas que não validam essas teorias, nem refletem  seus supostos engajamentos pessoais dentro de casa.

Qual é a vantagem de conquistar tudo que se deseja e perder a si mesmo?” - Bíblia A Mensagem:

Quem se perde em família, está perdido.

No exercício do livre arbítrio, o homem se distraiu no próprio cuidado, ou no cuidado com o próximo, e foi ludibriado pela sede de poder e de conhecimento que aparentemente lhe oferecia a chave mágica e ilusória do sucesso, acreditando que este seria o caminho mais fácil para uma vida abundante de felicidade. Só que, aos poucos, isto se torna  uma bola de neve a caminho do precipício.
Acredite, por mais que isto lhe pareça um devaneio, não é.

Eu apostaria dizer que todo desequilíbrio do mundo que ora se evidencia em corrupção, violência e desvio de comportamento (de todas as ordens) começou microscopicamente numa distração emocional isolada, consigo ou com o outro.
Antes de alguém usurpar o poder que não lhe pertencia ou de praticar suas primeiras injustiças, fatalmente este alguém deve ter se perdido em suas referências espirituais, emocionais, humanas, e acabou buscando compensações e inspirações erradas. Alguém deixou de prestar atenção nele, e ele, inevitavelmente, também parou de prestar atenção em si...O que sobrou? Feridas.

Enquanto corremos desesperadamente atrás do sucesso, fingindo ser o que não somos,  mascarando situações e percepções, estamos fugindo da solução, e, sem nos darmos conta, estamos passando para quem amamos o bastão de uma corrida cansativa e frustrada para um alvo errado!
Nossos filhos, nossos pais e todos os que nos amam não precisam do nosso marketing pessoal, nem da nossa cartilha de regras falidas para uma sobrevivência saudável e feliz. Eles precisam de nós, inteiros, em erros e acertos. Com o coração aberto para o amor e para o perdão.

Não podemos negligenciar nossas relações. Preste atenção nas pessoas.  Não se distraia. Cuide do jardim à beira do seu caminho. Relações transparentes e lares estruturados são  sementes de onde germinarão indivíduos fortes, com atitudes capazes de construir relações sólidas e uma sociedade melhor no futuro. Muitas vezes, o milagre começa num simples render-se.

Ao contrário do que diz a poesia da música, eu não acredito que o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraido. ;)


terça-feira, outubro 11, 2016

Escolha Uma Vida Abundante


Se algo é verdadeiro, honesto, justo, amável, bom, se há virtude e se merece seu reconhecimento... Já está dito! Pode escolher e continuar, pois muito provavelmente deverá te fazer feliz. O contrário é legítimo: Se algo é mentiroso, desleal, cruel, injusto, indigno e mesquinho, também já está dito! Então, qual é a sua dúvida?!

Quanta gente infeliz e oprimida, com suas vidas à sombra de promessas humanas, à espera de milagres que limitam a ação divina à palavra de uma liderança ou a respostas sobrenaturais acompanhadas de eventos que beiram o ilusionismo...

A religião acaba manchando sua missão maior quando espalha noções de certo e  errado vinculadas a dogmas e culturas, e incentiva uma vida de devoção à mecanismos “chamados” espirituais que só se revelam impulsionados por sacrifícios pessoais, e que são vendidos como benefícios não desfrutáveis em vida. Ou seja, vidas emocionalmente despedaçadas, que persistem agonizando seus esforços para restaurar situações e histórias que não mudam!

Qualquer que seja a plenitude da experiência pós vida, seu formato ainda não nos foi denotativamente revelado, e toda nossa esperança a este respeito define nosso modo de viver, e não de “deixar de viver”! O tempo de ter vida abundante é agora; e a voz de Deus sobre nossos problemas, escolhas e decisões não ressoa só no sublime, mas nas evidências diárias da sua presença entre nós, e em nós.

A gente pode esperar para realizar um sonho, mas não para ser feliz ou para ter paz. E não existe conselho espiritual, místico, esotérico, ou o que for, mais confiável que as evidências que nos aprisionam e agridem todos os dias. Como disse Caetano, Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é; então, porque não agir confiante nesta evidência simples e poderosa?

Hoje é dia de tomar decisões que nos tragam paz e bem estar, que nos revigorem e nos renovem a esperança.

A gente é feliz quando consegue desfrutar do livre arbítrio com a serenidade de quem se reconhece dentro de um plano maior, e que entende que, por isso mesmo, a grandeza de suas perspectivas e propósitos de vida serão inevitavelmente reflexo e projeção de conceitos que transcendem a superstição e a intolerância. Não tem como errar! Decida e siga em frente. Vou repetir, para ajudar:

Se algo é verdadeiro, honesto, justo, amável, bom, se há virtude e se merece seu reconhecimento... Já está dito! Pode escolher e continuar, pois muito provavelmente deverá te fazer feliz. O contrário é legítimo: Se algo é mentiroso, desleal, cruel, injusto, indigno e mesquinho, também já está dito! Então, qual é a sua dúvida?!

Ah! e “não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mateus 6:34)

domingo, agosto 07, 2016

Perguntaram-se sobre a febre do PokemonGo...



Nasci em lar cristão-evangélico, e vivi minha adolescência por lá, nos idos anos 80. Uma época onde Gospel não era “moda”; cantores cristãos e padres modernos não habitavam a mídia com popularidade,  nem os ritmos das canções chamadas “sacras” variavam além do tradicional americanizado ou abrasileirado no estilo sertanejo (ainda que imperceptível). Ou seja: bem diferente da atualidade.

Na mesma época, lembro-me perfeitamente que, em determinadas denominações e seitas,  a guerra entre Deus e o Diabo era conhecida por manifestar-se misticamente no plano físico, dentro e entre as pessoas da comunidade. Era como se os “crentes” vivessem num plano paralelo de santidade; santidade esta que se evidenciava forte e pretensiosamente na aparência de alguns fiéis: não cortavam cabelos, não usavam short, calças compridas ou saias curtas; não dançavam, nem frequentavam ambientes “mundanos”, tipo danceterias, festas juninas ou coisas parecidas. Os shows de exorcismos roubavam a cena da liturgia eclesiástica. Feita para gerar um ambiente de adoração e contemplação, a atmosfera do culto acabava perdendo o propósito e tornava-se ringue das das lutas entre “deus e o diabo”...

Contemporâneo a todo este absurdo dogmático, havia também uma febre de “guerra às mensagens subliminares do mal” presentes em músicas, quadros, jogos, TVs e algumas outras mídias. De lá pra cá, muita coisa  mudou. Saudosismos e nostalgias à parte, ganhamos muito. Mas acredito que ainda existe um longo caminho a percorrer.

Recentemente, chegou ao Brasil a tão esperada febre do PokemonGO – algo mais ou menos assim:  um joguinho que se vale da câmera dos smartphone, GPS e mapas reais das cidades para trazer a sensação de que o mundo real se une ao virtual espalhando “monstrinhos” esperando para serem caçados. O lançamento do aplicativo trouxe à tona uma série de notícias bizarras nas redes sociais. Novamente o universo espiritual está sendo evocado como a grande mente engenhosa por trás do jogo. Nessas notícias, PokemonGO virou ferramenta de alienação e terrores noturnos infantis, influência diabólica, uma nova porta aberta para entrada do mal nos lares!

É impressionante como reduzimos o Divino e as coisas espirituais ao tamanho de nosso cérebro, neuroses, visão curta, distorcida e descabida!

Sempre que me deparo com eventos desse gênero, lembro-me das mensagens subliminares e os muitos outros  “demônios” que aprendi evitar desde pequena para não ser “contaminada” e receber a tal marca da Besta! E o que isto fez de bom por mim? Ouso dizer que minhas maiores e mais doloridas quedas na caminhada teve a ver com o que não me contaram, com o que não me deixaram ver e ouvir, e não me explicaram.

Os quadros com monstros escondidos, os discos tocados ao contrário e o medo de “errar com Deus” não me tornaram um ser humano melhor, nem mais espiritualizado. Infelizmente acabei errando muito para conhecer parte do que de Deus eu pude conhecer até hoje, e que ainda me parece tão pouco...

Queria ter errado  menos, mas não foram as mensagens subliminares as responsáveis por minhas fraquezas, nem qualquer outro aparente tropeço; fui eu mesma, meu ego, meu livre arbítrio, minhas escolhas. Mas... Como Deus é muito maior do que nossos conceitos arrumadinhos, foi justamente nos desvios da estrada e nas experiências humanas (e não com monstrinhos virtuais) que fui aprendendo sobre o bem e o mal, sobre perdas e ganhos, sobre chorar e sorrir...

Queridos, todos estes nossos conceitos são fruto de limitação humana. O próprio Jesus disse: “...seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens. Ouçam e entendam: O que entra pela boca não torna o homem mal; mas o que sai de sua boca, isto sim o torna mal ". (Mateus 15:8-11)

A tecnologia ainda nos reserva  muita coisa que nos deixará boquiabertos - refiro-me a minha geração.  Não temos que necessariamente nos assustar com isto, mas podemos inclusive nos encantar, e usufruir o quanto der, e nosso cérebro idoso conseguir atingir!

Eu acredito que a solidez e o equilíbrio das  futuras gerações (e até de nós mesmos) não está nas novidades cibernéticas e nos avanços tecnológicos! Na minha opinião, gente feliz é gente resolvida, que se aceita, se ama e respeita, e que ama e respeita o outro; e só sabe amar quem recebe amor, pois só se aprende profundamente o que  é experimentado.

“Conte-me, e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo” (Confúcio)

Quem ama, envolve, ensina e aprende, e vive em paz. E quem vive achando diabo em tudo, definitivamente não vive em paz.



quarta-feira, junho 29, 2016

APOCALIPSE



Deixem-me lhes contar uma coisa.
Durante a minha infância, eu tinha muito medo do livro de Apocalipse. Quando ouvia a leitura da Besta, dos chifres, dos castiçais.... Ai que medo!!

No meio cristão, todo mundo se metia a entender, colocando-se no pedestal de “mestres no assunto”, cada um pregava uma versão mais assustadora que outra. Eu vivia esperando o mundo acabar, e achando que até o simples escrever “ 666”  era perigoso!  
Do modo que era colocado, realmente deixava qualquer criança apavorada! Mais que Teletubbies (parêntesis total: aff! Nunca houve nada tão esquisito na TV!!!! Risos)

Voltando:
Bom... Eu cresci.  E devo dizer, com certo constrangimento, que faz pouco tempo (comparativamente falando) que joguei fora as interpretações aprendidas e simplesmente reaprendi a ler e ouvir o livro de Apocalipse restringindo-me a dizer “Uau!”.
Sabem de uma coisa? Hoje, Apocalipse me fascina! Mesmo não conseguindo decifrar toda a riqueza dos seus símbolos, fico sobrenaturalmente tocada pela “vibe” da narrativa! É então que percebo que alguma coisa dentro de mim – que parece dizer a respeito de quem eu sou, de onde venho e para onde vou – se reconhece, e se emociona.
Pode até ser a “maior brisa”, mas é tão empírico quando sinto que, para mim, é espiritualmente real.
Sem medo, e sem qualquer pretensão intelectual de entendimento, eu sigo dizendo UAU! Porque, neste caso, deter-se  a um  entendimento fiel e único é como olhar um Van Gogh e tentar descobrir a marca da tinta e o tamanho do pincel que ele usava! Mesmo que você pesquisasse a respeito, desperdiçaria um tempo precioso de simples contemplação e encantamento.

Aliás, às vezes, contemplação é tudo.

"A contemplação são os olhos da Alma" (Jacques Bossuet)



sexta-feira, outubro 09, 2015

O Olhar de quem Sofreu


Mais que qualquer cerimonial ou liturgia, nossas duras experiências de aparente sofrimento são oportunidades extraordinárias  de revelação do “Eterno” em nossas vidas. Parafraseando o relato bíblico, elas nos transformam,  como quem acaba de voltar do monte, ressurgimos  radiantes , plenos, transfigurados.
Agora, que trouxemos um novo olhar sobre o que de verdade importa, resta-nos a chance de mais uma tentativa coerente de vida,  com o devido desapego e um real propósito nesta peregrinação terrena.

Que assim seja. Amem.

terça-feira, setembro 01, 2015

Seja como for, você Jamais será o mesmo!




Ouço pessoas se referirem à sua opção religiosa como quem escolhe um partido político que mais atende às suas reivindicações, como quem encontra um imóvel que se adapte às suas necessidades, uma filosofia de vida que possa responder suas questões existenciais  ou  trazer  aparente  conforto  para o implacável sofrimento  nas tempestades da vida. Qualquer que seja a característica desta escolha, eu acredito que existe uma grande chance de ainda não ter sido um encontro com Deus.

É certo que um encontro com Deus vai me levar ao próximo. A comunhão é uma consequência natural do encontro com Deus: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21).  Mas a comunhão não preconiza fenômenos religiosos, e sim uma transformação perceptível de pessoas como gente, cidadão, e sociedade.

Um encontro com Deus não explica os desígnios aparentemente insuportáveis, não requer sacrifícios, protocolos, nem dogmas; um encontro com Deus, no máximo, vai trazer reverência e deslumbramento. Um encontro com Deus não me livra de nada, e nem sempre me oferece respostas, mas me fortalece e surpreendentemente me faz feliz, apesar das circunstâncias.

Um encontro com Deus é inevitavelmente arrebatador. Geralmente não há como explicar e também muito pouco pra se entender, mas talvez seja como encontrar uma fonte de energia recarregável, como voltar pra casa depois da guerra, como correr para os braços do pai,  como sentir na face o calor do corpo do bebê que acabou de nascer... Tem o poder do colo da mãe quando o machucado está doendo, a sensação da caverna em meio à avalanche, e o sabor  de um copo d’água para o sedento. É a nuvem no deserto do dia, e o clarão do luar no deserto da noite...

Diferente de religião, o encontro com Deus não se discute. Percebe-se. Transforma.

quarta-feira, agosto 05, 2015

A Pressa é Inimiga da Perfeição


Quando a gente sabe o que deve ser feito,  quando as ferramentas estão todas ao alcance de nossas mãos e o momento nos diz “já!". É nesta hora, não há o que esperar!

Geralmente situações assim são evidentes, e têm sempre a ver com  o que é certo, justo, oportuno e necessário.  Ou seja, decisões práticas e claramente corretas, onde só o medo e a covardia poderiam nos atrasar. Não há o que esperar! 

Mas nem sempre é assim....

São inúmeros os assuntos e situações que aceleram nosso coração, bombardeiam nossa corrente sanguínea e agitam nosso raciocínio, e acabam atropelando nossas ações e reações.
Ah, e como são!  No nosso entendimento, estes assuntos são relevantes, onde aparentemente, deveríamos saber como agir, e onde uma decisão imediata agregaria valor, autoconfiança.
É....a nossa intenção é sempre a melhor possível, mas alguma coisa nos diz que não é a hora...

Não é a hora de seguir unicamente o instinto da emoção, de agir sem pensar, Há momentos e coisas que deveriam prevalecer sobre a ansiedade...

Esperar é um exercício humanamente cansativo, mas acredite: Quanto mais a gente busca se controlar, menos difícil será a próxima vez. O próximo exercício, a próxima oportunidade. Saber esperar oferece maior observação das circunstâncias, abastece nosso reservatório de análise e promove uma inevitável contemplação da vida,  

Tem a ver com o sentido real de esperança,   com controle das emoções.., É colocar o coração em repouso, com deleite na alma, e , de repente, perceber-se em paz, e descobrir-se com fé!

É treinar a alma a esperar pela voz mansa e não sair levando em conta qualquer vento que sopra para nos confundir, ou para simplesmente nos “provocar”.


Minha oração: Espero por “algumas muitas” coisas, e oro para que meu coração mantenha-se em paz, pois quero aquilo que chegar com o vento da estação própria, e não o que vier como inevitável consequência de minhas precipitações em meio às tempestades inesperadas da vida.

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.” (Salmos 42:5)

sexta-feira, junho 26, 2015

A Todos Quantos Queiram...


Qualquer movimento religioso desenhado para atrair semelhantes de classes, gostos e preferências, acaba produzindo um grupo de excluídos, e se desviando do princípio básico de trazer os que estão “à margem”, incentivar a diversidade, envolver, inspirar e compartilhar dons, posses e saberes

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

CAÇADORES DA ARCA PERDIDA


Sabe de uma coisa? Somos todos caçadores da arca perdida.
Da série de filmes de Indiana Jones, todos conhecem o clássico “Os Caçadores da Arca Perdida”. Mas não sei quantos igualmente conhecem a história que inspirou esta produção de George Lucas. 
De qualquer modo, cabe um breve panorama para situar o texto:

Bíblia Sagrada, Velho Testamento, especificamente no livro de Êxodo. 
Aqui encontramos algumas descrições da chamada “Arca da Aliança”. Uma história intrigante, repleta de simbologia e muito emocionante. A construção, as medidas, os objetos usados e armazenados na Arca, tanto quanto os rituais, são detalhes incríveis e significativos para o povo e para a história. É fascinante. Vale a pena a leitura.

Na história da saga do povo judeu, esta Arca é tratada como objeto sagrado – senão o mais sagrado de todos - pois é a própria presença de Deus na Terra. Dentro dela, teriam sido guardados o livro (ou a tábua) dos Dez Mandamentos, a Vara de Arão e o pote do maná caído no deserto. 
Conta-se que a simples presença da Arca era suficiente para que pequenos hebreus aniquilassem exércitos inimigos inteiros! Tocá-la, nem pensar! Quem a tocasse, se impuro, morreria - por isso existiam varas para seu transporte. Ela foi transportada durante toda a peregrinação do povo até a “terra prometida”, juntamente com o tabernáculo, seguindo todo um ritual (1) de instrução divina.

No início do reinado de Davi, a Arca foi levada para Jerusalém, onde ficou guardada em uma tenda permanente. Foi quando Davi começou a planejar a construção de um grande templo para guarda-la, mas, com sua morte, esta obra passou às mãos de seu filho – Salomão. Dentro do “oráculo” do templo construído por Salomão, a arca permaneceu durante quase todo período monárquico, sendo um dos elementos centrais dos cultos. Somente os denominados “levitas” (guardiões do tabernáculo), o Sacerdote, e o próprio rei poderiam ficar diante dela.
Segundo alguns estudiosos, Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu e tomou a cidade de Jerusalém, e o relato bíblico menciona um grande incêndio que teria destruído todo o templo. A Arca desapareceu da narrativa a partir deste ponto. Não há certezas sobre sua destruição, contudo, em uma de suas visões no livro de Apocalipse (2), João relata ter visto a Arca da Aliança no templo de Deus, o que leva alguns fiéis a acreditarem que dada à sua importância simbólica e de seus objetos preciosos, Deus haveria levado a arca para um lugar onde nenhum ser humano pudesse encontrá-la e destruí-la.
Há os que acreditam que a Arca está escondida embaixo do Monte onde se encontra a mesquita sagrada de Jerusalém, e teria sido lá enterrada antes que Nabucodonosor pudesse roubá-la. Mas a comunidade muçulmana local não permite que o território seja escavado.
Enfim, são muitas as teorias, como, por exemplo, a de um enigmático pergaminho de cobre encontrado no Mar Morto - que seria um mapa com detalhes da localização de vários tesouros preciosos tirados do Templo antes da chegada dos Babilônicos, incluindo a Arca da Aliança. Fato é que a Arca da Aliança é um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados até os dias de hoje. Em alguns museus, existem  até réplicas baseadas nas descrições bíblicas, mas a verdadeira jamais foi encontrada.

Pois bem...
Uma história (qualquer história) não deve ser considerada como um conto desprezível, jogado na cronologia, assim, do nada. Sempre vale uma mínima reflexão. Mesmo porque uma história desprezível não sobreviveria por tantos séculos. Obviamente, com as interpretações, muito se perdeu, outro tanto provavelmente se acrescentou, adaptações em causas próprias foram sendo feitas, etc,  mas o seu valor se perpetuou por gerações.

Agora, gostaria que você me acompanhasse nesta reflexão.

Não pretendo ser imparcial. Posso dizer que aposto minha fé (menor que um grãozinho de mostarda) nesta intrigante, bela e significativa história! Permitam-me, portanto, uma certa dose de irracionalidade, pois, em parte, quem vai falar é meu coração!

Diga-me: Onde está o seu tesouro? E qual é ele, ou quais são eles? O que você busca incessantemente na vida? A tal felicidade? Coisas que tragam significado, que ocupem seu tempo e não sobre espaço para solidão, depressão e todos os males que assombram a alma? E você sabe onde encontrar essas coisas? 
Você, eu, todos nós; ninguém está sozinho neste deserto de peregrinação humana. Se formos sinceros, haveremos de reconhecer que vivemos com o coração de quem caminha ainda na direção de uma “terra prometida”, um lugar de paz, onde o vazio que tanto nos incomoda finalmente encontre uma resposta segura e definitiva. Enquanto peregrinamos, o que nos sustenta é acreditar, cada um a seu modo, que alcançaremos nosso "potinho de ouro". Sobrevivemos numa jornada onde enfrentamos o desconhecido todos os dias, com fé de que nossos esforços e desafios vencidos nos levarão ao final do arco-íris.

Bom... Se Onde está o teu tesouro, ali está também o teu coração(3), vejamos:


  • Onde temos colocados nosso coração?
  • O que nos parece capaz de saciar a sede da alma?
  • Quais pensamentos nos ocupam a mente quando imaginamos coisas que fariam com que nos sentíssemos realizados?
  • O que nos motiva e nos "tira" da cama todos os dias?
  • Em nome de que aceitamos sofrer calados ou por que causa lutamos até a morte?




Respondendo estas perguntas talvez consigamos desvendar nossos reais tesouros, e, assim, compreender porque nosso coração tanto se angustia, e as causas dos nossos muitos males...


A vida será sempre um deserto de dias difíceis e com noites frias e escuras.
Todos os dias, das mais variadas formas e nas mais diversas situações, enfrentamos inimigos e desertos, situações e coisas difíceis ou perigosas, e até pessoas que - intencionadas ou não -  acabam sendo ladrões de nossa paz e bens.
Percebi que somos caçadores de uma arca perdida, mas podemos viver com a certeza de quem segue a jornada com a arca no arraial!

Se o nosso coração estiver posto em tesouros de valores não contáveis, se os nossos pensamentos e motivações diárias forem propósitos de vida que nos conduzam ao outro, aos que amamos, ao bem comum, assim nossa alma será mais facilmente saciada e nossa segurança e paz não mais estarão em potinhos de ouro, mas sim na simples presença desta "arca", a nossa “Arca da Aliança”! 

“Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. (Livro de Hebeus, cap 8 vs 10)

Sabe como interpreto isso?
As leis, os valores, os direcionamentos de vida, todos os códigos de comportamento não mais estão dentro de um objeto sagrado, fora de nós; eles estão em nossos corações, "o sagrado" está em nossas vidas! O maior tesouro é esta presença em nós.


Aproveitemos que as celebrações da PASCOA estão próximas para sermos contaminados com esta mágica experiência. Pense: Na ressurreição de Jesus Cristo, tudo ganha nova perspectiva. Dos planos sobrenaturais de Deus, renasce a vida, e refaz-se a aliança! Jesus foi Deus encarnado para habitar entre os homens e por eles "morrer", ou melhor, passar pela morte.Agora, Jesus é como o Sumo-sacerdote, aquele que nos concede "acesso" à presença do Divino, ao nosso Tesouro. Mesmo humanos, impuros, podemos “tocá-lo”, sem temer a morte. Jesus veio e experimentou a morte  para que nossa vida fosse abundante, e nos deixou o Espírito Santo para ser diariamente a nossa arca!

Reconheço que temos esta tendência pela busca de uma arca perdida, por “achismos” e teorias frágeis ao sofrimento, mas oro para que, em minha vida, os desertos sejam acompanhados pela nuvem do amor de Deus que ameniza o sol quente, e pelo fogo divino que ilumina o caminho a seguir, e dissipa as dúvidas. Que todos os meus dias sejam batalhas vencidas pela presença real do único e verdadeiro Deus, dentro de mim, pois eu encontrei a Arca do Tesouro!
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(1) Sempre que a nuvem erguia sobre o tabernáculo os israelitas seguiam viagem, mas se a nuvem não se erguia, eles não prosseguiam. De dia a nuvem do Senhor ficava sobre o tabernáculo para proteger os israleitas do sol e durante a noite havia fogo na nuvem para protegê-los do frio.” (Êxodo 40, vs 36 a 38)
(2) Apocalipse 11:19 "E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi vista no seu templo..."
(3) Mateus 6:21

segunda-feira, setembro 01, 2014

Fé, Esperança e Amor



Ouvir Deus não faz de mim um vidente, nem um ser iluminado. Apenas alguém consolado diariamente pelo seu Espírito, fortalecido por suas promessas  e renovado por seu amor e perdão. Alguém guiado pelas três coisas descritas no trecho em referência acima: pela fé, pela esperança e pelo amor!

Qualquer que seja o fio que te conduz à fé, creia que a carga tem a ver com a qualidade da ligação, e não com o nome que damos à fonte. Até porque, Deus não muda de identidade conforme a nomenclatura, e nem o seu poder e glória dependem do nosso reconhecimento. Deus é. Simples e complicado assim. E nenhuma inteligência humana tem poder para mudar isso. 

Crentes, ateus e agnósticos são opções variadas do olhar livre do homem diante da perplexidade da vida. Já o olhar do sobrenatural é imutável, intangível e imensurável. E os Seus caminhos continuarão misteriosamente insondáveis até que ELE mesmo venha a se revelar – seja como for!


terça-feira, agosto 26, 2014

O Propósito da vida tem um solo fértil...

Hoje, assisti dois filmes, com enfoques diferentes, mas dentro de uma mesma temática:  vida, sofrimento, morte, fé  e eternidade.  
Não classificaria nenhum dos dois com cinco estrelas, mas serviu para, no meu tempo livre, refletir sobre esta inevitável “agonia” de todos nós. Quanto mais ”madura” fico, mais dedico tempo para reflexões do gênero. Fato. Mas também percebo que fico mais flexível. Isso deve ser bom...

Ateus, agnósticos, beatos, consolados, esclarecidos, enfim, ninguém pode afirmar-se  100% dono da verdade (tudo bem que alguns estão quilômetros de distância da razoabilidade de uma, mas não vem ao caso.) Aqui, não me refiro a fé pura, simples e profunda,  que eu projeto inclusive (e principalmente) nas minhas dúvidas, e que me traz paz que excede o entendimento restrito humano. Refiro-me a tudo que a temática religiosa envolve.

Resistir ao desconhecido, numa vã tentativa de negá-lo,  ou  rotular-se como dono de todas as respostas,  da revelação sobre todos os mistérios e toda ciência,  mostrando-se sábio aos nossos próprios olhos, faz de nós solos  compactados, sem porosidade, que só servem  para ser cimentado.
O reconhecimento ou constatação de nossa  insignificante proporção diante da grandeza da vida não nos impede de grandes feitos, pelo contrário, nos deixa leves, como um solo arado, exposto aos raios do sol, sensíveis aos nutrientes , e férteis para a semeadura. Não deveria haver terra árida ao nosso redor, se fizéssemos jus ao propósito da vida.

Os grandes filósofos que tanto questionaram a existência  serviram mais de adubo para a humanidade e para sua transcendência que qualquer radical desnutrido -  quer se auto proclamassem do lado de Deus (do bem) ou de qualquer outro lado.

As grandes questões sobre a vida  perderam algumas bandeiras e mitos, mas na verdade ainda não findaram, e nem mudaram o seu foco.  O posicionamento do homem  diante delas talvez.  Sempre teremos grandes perguntas, e pequenas -  às vezes frágeis  -  respostas.  Por isso, o que nascer e crescer  em nós e a partir de nós revigorará muito mais a caminhada de fé  que nosso próprio discurso.  

Os enigmas da humanidade permanecerão arando solos. Assim foi, e seria bom que assim pudesse sempre ser. Ainda que seja  revelado ou profetizado em parte,  seremos sempre como meninos diante da plenitude do que é perfeito, e ainda desconhecido. Face a face deve ter sido antes do útero, e deverá ser depois da morte. No corpo, só vaidades e aflições de espírito, como diz a poesia bíblica.

Mesmo existindo uma verdade absoluta,  o caminho que leva a ela não deve ser radical, deve ser um caminho de solo sempre arado. Sair proclamando ou repetindo "verdades" que nem eu mesmo entendo ou pratico não é semear, é tolice. 
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer, o tolo, porque tem que dizer alguma coisa" (Platão)

Espero ter dito alguma coisa que faça sentido! :)


segunda-feira, outubro 28, 2013

Minha Oração sobre os Medícores



Nenhum ser humano tem poder de soprar sentido na vida do outro. Por maior energia que consigamos emanar, não somos Deus.

Eu não sou Deus, mas sou cristã. Minha vida deveria refletir atitudes de quem tem Deus dentro de si, este é o espaço da manifestação do Espírito Santo em mim.  
Conheço e medito em todos os ensinamentos de Jesus, mas confesso que, quando se trata de gente medíocre, volta e meia tenho que me redimir, e pedir muito perdão! Isto me frustra!

Gente medíocre é aquele tipo de gente superficial. Suas relações e seus valores baseiam-se nas coisas, Seus relacionamentos não se resumem no afeto recíproco, na convivência em si, mas nos interesses subliminares, Isto é ser medíocre.

Gente adulta, que ainda pensa como criança mimada.
Gente que não tem nada pra oferecer, mas age como se soubesse de tudo.
Gente que, na hora de tomar o partido do menos favorecido, se omite.
Gente que não imprime esforço nem qualidade naquilo que não dá ibope.
Gente que não faz diferença, e que trata a vida como uma fonte de recursos para satisfazer seus prazeres e vaidades.
Gente que não vive pra servir, logo. Gente que não serve pra viver...
É o tal livre arbítrio....
A gente escolhe tudo, até mesmo viver uma vida medíocre.


É muito difícil separar a pessoa de suas práticas e defeitos, de sua evidente escala de valores que tanto nos decepciona.

Reconheço que precisamos de nossos relacionamentos, precisamos de afinidade e de comunhão, pois são ingredientes que tornam a vida saudável, e completam o propósito e o sentido de uma vida abundante. Caso a mediocridade prevaleça, o amor tem que falar mais alto.

Por isso, esta tem sido a minha oração: 

Senhor, eu quero uma vida com significado. Quero escolher diariamente o amor; o seu amor em mim, revelado na convivência, inclusive com os medíocres! Não quero escolher a vaidade excessiva, não quero escolher a solidão, nem me destruir. Me ajude.

Amém.



 

segunda-feira, julho 15, 2013

Ideologia! Nossos filhos querem uma pra viver!


Sobre a recente notícia da morte do jovem ator  Cory Monteith, voltei a refletir sobre o nosso papel de pais no mundo atual.
Foi inevitável conversar com minha filha, e respeitar a frustração dela, diante da notícia. Comecei a conversa, lembrando da confissão de Cazuza:  “Meus heróis Morreram de overdose. Meus inimigos Estão no poder. Ideologia! Eu quero uma pra viver
Nossos filhos têm seus ídolos humanos, pessoas que eles elegem como inspiração, a quem admiram. Isso é razoavelmente natural. Nós já tivemos os nossos! Eu me recordo perfeitamente de quando Elvis morreu, e como me senti... Foi horrível!

Mas, diante dessas situações, a gente acaba aproveitando para rever uns conceitos e reforçar alguns valores imprescindíveis.
O que eu busco enfatizar para os meus filhos (ainda que em outras palavras) é que o início da derrota muitas vezes está em subestimar o inimigo. E o inverso -  a vitória – nem sempre está em valorizá-lo e enfrenta-lo, mas em reconhecê-lo e evita-lo. Isto não é covardia. É sabedoria. É bíblico:  “Afastem-se de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22)
A bíblia também diz que “a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).

Aos que se entregam às muitas opções alucinógenas como fuga de problemas e fraquezas pessoais: Como eu gostaria de convencê-los que a mola propulsora está dentro de vocês!
Nenhum objeto ou substância pode produzir solução mágica para o sofrimento, para a baixa autoestima, para decepções e frustrações. Mesmo medicamentos devidamente prescritos não nos curam. No caso de tratamentos adequados, o que eles fazem é nos colocar física e emocionalmente prontos para a descoberta do caminho, das prováveis causas,  entendimento e identificação do nosso real refúgio e fortaleza!
E, acreditem: para o mal, basta nos fazer acreditar o contrário!

Pais, a nossa responsabilidade é muito maior do que imaginamos! Não podemos continuar correndo atrás das vaidades e exposições pessoais! Nossos filhos podem estar ouvindo de nós repreensões e lindas lições teóricas, mas estão nos assistindo praticar ações nada dignas de admiração! às vezes, mesmo morando na mesma casa, dividindo a mesma mesa de jantar ou sala de TV, existe um abismo entre nós!
O nosso tempo foi apenas o nosso tempo. Melhor numas coisas, pior em outras...
Não adianta querer forçá-los a viver fora do tempo deles, com críticas e posicionamentos radicais, onde o nosso saudosismo seja nada atrativo, e meramente careta! (De algum modo, vai ser mesmo.É inevitável!)
Precisamos lembrar de compartilhar experiências diárias. Eles aprendem, e nós também! Todos só teremos a ganhar! 

Consertar o que saiu errado é muito mais trabalhoso, e traz mais sofrimento do que investir  no alicerce de uma construção sólida e fortalecida.
O futuro do mundo está em nossas mãos!
Não podemos nos esquecer que alguns conselhos simples fazem muita diferença:
A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro. (...)
Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles
.” (provérbios 22: 1 e 6)


Todos temos problemas. Conviver e cuidar da saúde da família será sempre um desafio. Ninguém disse que seria fácil! Mas não podemos negligenciar diante do que temos conhecido.
A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lucas 12:48)

E que Deus nos ajude!


sexta-feira, março 29, 2013

A Páscoa que deveria ser de Todos Nós!



Os cristão se perderam onde deveriam se encontrar, e o Cristianismo se esvaiu.
O que era pra ser uma novidade de vida, tornou-se uma ideologia manipulada pelo poder, virou flanela e ferramenta da vaidade humana, e, aos poucos, os decepcionados abandonaram sua causa, em busca de um novo sentido, e os mal intencionados abusaram do conhecimento da letra a seu favor, ou a favor de sua mente luciférica.
Com isso, as religiões tomaram o forte do conceito, e o que veio para ser único, multiplicou-se em versões de si mesmo, conforme os interesses e entendimentos humanos. O ópio do povo!
Cada vez que ouço relatos de fé das pessoas, e as percebo nomeando sentimentos e experiências com rótulos religiosos, restringindo sua crença ou se gloriando em supostos  privilégios do seu grupo religioso,  me envergonho. Não é lamentável que tenhamos que explicar tanto  e se posicionar tão radical e restritamente sobre aquilo que deveria ser o que nos identifica espiritualmente, o único conceito que nos torna semelhantes?
Não é de hoje que filósofos, pensadores e líderes comunitários que deveriam ser preceptores do aguçar da nossa sede de conhecimento para genuína e indiscriminadamente nos aproximar do divino, preferem levantar bandeiras individuais para arrebatar seguidores e engrossar a população que lhe massageia e infla o ego.
E assim, nos tornamos religiosos, e deixamos de ser simplesmente filhos de Deus ou cristãos.
Pensar que a Páscoa, quer na história, quer  em sua analogia teológica, poderia ser celebrada universalmente, com data e significados únicos, e que  as diversidades louváveis da vida não estariam relacionadas à fé, mas talvez à cultura, ao gosto, ao estilo, até mesmo às interpretações, mas não ao sentido, mas não à semelhança!

Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.
E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica
(2 Coríntios 3:2-6)

A Páscoa de todos nós deveria ser o amor de Jesus escrito pelo Espírito que habita em nossos corações para ser lido e compreendido por todos!

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...