Mostrando postagens com marcador Pessoal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoal. Mostrar todas as postagens

terça-feira, abril 28, 2020

O Absurdo da Fé



Tertuliano (um teólogo que viveu entre os anos de 160-230) argumentou que a maior verdade do Cristianismo era a sua absurdidade: Creo quia absurdum est ("Creio porque é absurdo."). Também acho. Se não fosse absurdo, não haveria necessidade de fé, bastava entender.
A quem me pergunta, por curiosidade (ou porque busca para si uma explicação) sobre minha fé e seus fundamentos em minha vida, respondo: 
Creio porque é um absurdo, e esta experiência me nutriu até aqui, e me sustenta em todo tempo. Há dias em que nem percebo que isto me sustenta, em outros, busco o tempo todo esta certeza para conseguir me sustentar.
É assim. Simples de viver e complicado de explicar.

Só não sei viver sem este absurdo!

quarta-feira, outubro 05, 2016

Sou só Eu.

ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão” 
(Clarisse Lispector)




É inevitável.
Em algum momento, chegaremos a esta conclusão.
Por mais resolvidos que sejamos, por mais amigos que tenhamos, por melhor que sejam nossas relações, e por mais que busquemos entendimento em livros, em terapias, em Deus...
Seja como for, a gente, uma hora ou outra, acaba esbarrando nesta dor, a dor da constatação de que haverá sempre uma discreta e necessária solidão...
A fé pode  minimizar bastante os fatos, mas certas coisas vão continuar sempre dependendo só de mim. E isso vai doer. Mas faz parte da interminável construção do EU.
A notícia boa é que quanto mais doído, mais fortalecido. Então, melhor deixar doer, e esperar que vai passar!


domingo, agosto 07, 2016

Perguntaram-se sobre a febre do PokemonGo...



Nasci em lar cristão-evangélico, e vivi minha adolescência por lá, nos idos anos 80. Uma época onde Gospel não era “moda”; cantores cristãos e padres modernos não habitavam a mídia com popularidade,  nem os ritmos das canções chamadas “sacras” variavam além do tradicional americanizado ou abrasileirado no estilo sertanejo (ainda que imperceptível). Ou seja: bem diferente da atualidade.

Na mesma época, lembro-me perfeitamente que, em determinadas denominações e seitas,  a guerra entre Deus e o Diabo era conhecida por manifestar-se misticamente no plano físico, dentro e entre as pessoas da comunidade. Era como se os “crentes” vivessem num plano paralelo de santidade; santidade esta que se evidenciava forte e pretensiosamente na aparência de alguns fiéis: não cortavam cabelos, não usavam short, calças compridas ou saias curtas; não dançavam, nem frequentavam ambientes “mundanos”, tipo danceterias, festas juninas ou coisas parecidas. Os shows de exorcismos roubavam a cena da liturgia eclesiástica. Feita para gerar um ambiente de adoração e contemplação, a atmosfera do culto acabava perdendo o propósito e tornava-se ringue das das lutas entre “deus e o diabo”...

Contemporâneo a todo este absurdo dogmático, havia também uma febre de “guerra às mensagens subliminares do mal” presentes em músicas, quadros, jogos, TVs e algumas outras mídias. De lá pra cá, muita coisa  mudou. Saudosismos e nostalgias à parte, ganhamos muito. Mas acredito que ainda existe um longo caminho a percorrer.

Recentemente, chegou ao Brasil a tão esperada febre do PokemonGO – algo mais ou menos assim:  um joguinho que se vale da câmera dos smartphone, GPS e mapas reais das cidades para trazer a sensação de que o mundo real se une ao virtual espalhando “monstrinhos” esperando para serem caçados. O lançamento do aplicativo trouxe à tona uma série de notícias bizarras nas redes sociais. Novamente o universo espiritual está sendo evocado como a grande mente engenhosa por trás do jogo. Nessas notícias, PokemonGO virou ferramenta de alienação e terrores noturnos infantis, influência diabólica, uma nova porta aberta para entrada do mal nos lares!

É impressionante como reduzimos o Divino e as coisas espirituais ao tamanho de nosso cérebro, neuroses, visão curta, distorcida e descabida!

Sempre que me deparo com eventos desse gênero, lembro-me das mensagens subliminares e os muitos outros  “demônios” que aprendi evitar desde pequena para não ser “contaminada” e receber a tal marca da Besta! E o que isto fez de bom por mim? Ouso dizer que minhas maiores e mais doloridas quedas na caminhada teve a ver com o que não me contaram, com o que não me deixaram ver e ouvir, e não me explicaram.

Os quadros com monstros escondidos, os discos tocados ao contrário e o medo de “errar com Deus” não me tornaram um ser humano melhor, nem mais espiritualizado. Infelizmente acabei errando muito para conhecer parte do que de Deus eu pude conhecer até hoje, e que ainda me parece tão pouco...

Queria ter errado  menos, mas não foram as mensagens subliminares as responsáveis por minhas fraquezas, nem qualquer outro aparente tropeço; fui eu mesma, meu ego, meu livre arbítrio, minhas escolhas. Mas... Como Deus é muito maior do que nossos conceitos arrumadinhos, foi justamente nos desvios da estrada e nas experiências humanas (e não com monstrinhos virtuais) que fui aprendendo sobre o bem e o mal, sobre perdas e ganhos, sobre chorar e sorrir...

Queridos, todos estes nossos conceitos são fruto de limitação humana. O próprio Jesus disse: “...seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens. Ouçam e entendam: O que entra pela boca não torna o homem mal; mas o que sai de sua boca, isto sim o torna mal ". (Mateus 15:8-11)

A tecnologia ainda nos reserva  muita coisa que nos deixará boquiabertos - refiro-me a minha geração.  Não temos que necessariamente nos assustar com isto, mas podemos inclusive nos encantar, e usufruir o quanto der, e nosso cérebro idoso conseguir atingir!

Eu acredito que a solidez e o equilíbrio das  futuras gerações (e até de nós mesmos) não está nas novidades cibernéticas e nos avanços tecnológicos! Na minha opinião, gente feliz é gente resolvida, que se aceita, se ama e respeita, e que ama e respeita o outro; e só sabe amar quem recebe amor, pois só se aprende profundamente o que  é experimentado.

“Conte-me, e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo” (Confúcio)

Quem ama, envolve, ensina e aprende, e vive em paz. E quem vive achando diabo em tudo, definitivamente não vive em paz.



quarta-feira, junho 29, 2016

APOCALIPSE



Deixem-me lhes contar uma coisa.
Durante a minha infância, eu tinha muito medo do livro de Apocalipse. Quando ouvia a leitura da Besta, dos chifres, dos castiçais.... Ai que medo!!

No meio cristão, todo mundo se metia a entender, colocando-se no pedestal de “mestres no assunto”, cada um pregava uma versão mais assustadora que outra. Eu vivia esperando o mundo acabar, e achando que até o simples escrever “ 666”  era perigoso!  
Do modo que era colocado, realmente deixava qualquer criança apavorada! Mais que Teletubbies (parêntesis total: aff! Nunca houve nada tão esquisito na TV!!!! Risos)

Voltando:
Bom... Eu cresci.  E devo dizer, com certo constrangimento, que faz pouco tempo (comparativamente falando) que joguei fora as interpretações aprendidas e simplesmente reaprendi a ler e ouvir o livro de Apocalipse restringindo-me a dizer “Uau!”.
Sabem de uma coisa? Hoje, Apocalipse me fascina! Mesmo não conseguindo decifrar toda a riqueza dos seus símbolos, fico sobrenaturalmente tocada pela “vibe” da narrativa! É então que percebo que alguma coisa dentro de mim – que parece dizer a respeito de quem eu sou, de onde venho e para onde vou – se reconhece, e se emociona.
Pode até ser a “maior brisa”, mas é tão empírico quando sinto que, para mim, é espiritualmente real.
Sem medo, e sem qualquer pretensão intelectual de entendimento, eu sigo dizendo UAU! Porque, neste caso, deter-se  a um  entendimento fiel e único é como olhar um Van Gogh e tentar descobrir a marca da tinta e o tamanho do pincel que ele usava! Mesmo que você pesquisasse a respeito, desperdiçaria um tempo precioso de simples contemplação e encantamento.

Aliás, às vezes, contemplação é tudo.

"A contemplação são os olhos da Alma" (Jacques Bossuet)



quinta-feira, maio 19, 2016

Tolerância Também Se Aprende





A gente tem a mania de congelar os momentos, e classificar as situações  conforme  os conceitos aprendidos em nossa época de curta experiência de vida, enquanto todos os eventos e momentos da história carrega a potência de milhares de outras histórias passadas. Por exemplo,  o papel social da figura feminina na história. Quantas  mulheres  foram rotuladas, abusadas, discriminadas, "mal faladas" e até mortas para que algumas mudanças fossem finalmente concretizadas  e as usufruíssemos hoje?!

Por mais banalizado que o tema possa  parecer, eu digo que os detalhes são erroneamente subestimados, por não mensurarmos o real Impacto das ações do tempo presente no futuro de toda uma sociedade;  e isso não tem a ver com ser machista ou feminista, tem a ver com garantir sentido à existência,  plenitude aos propósitos da vida humana  em sociedade, independente de cor, gênero, posição social e credo.


Pergunto-me quão tolerante temos sido com a história de mulheres que hoje em dia ainda ousam em seus posicionamentos – dignos, admiráveis, não convencionais,  assustadores,  ou indecentes . Todos  merecem nossa predisposição desarmada a respeito. Devo considerar que minha simples empatia me torna parte ou me exclui de contribuir com mais um tijolinho na construção do mundo em que meus filhos viverão.  Eu, particularmente, devo isso aos meus, afinal, esta lição eu aprendi com eles.

Imagem: Vitor Furtado 

sexta-feira, outubro 09, 2015

O Olhar de quem Sofreu


Mais que qualquer cerimonial ou liturgia, nossas duras experiências de aparente sofrimento são oportunidades extraordinárias  de revelação do “Eterno” em nossas vidas. Parafraseando o relato bíblico, elas nos transformam,  como quem acaba de voltar do monte, ressurgimos  radiantes , plenos, transfigurados.
Agora, que trouxemos um novo olhar sobre o que de verdade importa, resta-nos a chance de mais uma tentativa coerente de vida,  com o devido desapego e um real propósito nesta peregrinação terrena.

Que assim seja. Amem.

sexta-feira, junho 26, 2015

A Todos Quantos Queiram...


Qualquer movimento religioso desenhado para atrair semelhantes de classes, gostos e preferências, acaba produzindo um grupo de excluídos, e se desviando do princípio básico de trazer os que estão “à margem”, incentivar a diversidade, envolver, inspirar e compartilhar dons, posses e saberes

quinta-feira, junho 18, 2015

Um Olhar Passional

O ser humano é livre, suas ações e reflexões idem!

Cada pessoa traz consigo lembranças, histórias de alegrias, tristezas, traumas, medos, frustrações, etc., e cada um se relaciona com isso a seu modo.
O aprendizado também é diverso, como as ações resultantes de suas experiências. 
Assim, por mais que estejamos olhando numa mesma direção, nosso foco e  interpretação da vida (que é o que gera nossos sentimentos e impressões) não serão os mesmos, e isso poderá não ser igual também numa mesma pessoa ao longo de toda a vida. 

Reconheço que sou passional em relação a vida.
Há coisas que minha razão não consegue explicar com total compreensão, mas, sobre estas coisas, sei dizer que me queimam o peito, me aceleram o pulso, me levam às lágrimas, me roubam o sono... São, em sua maioria, coisas relevantes para mim, mas que não estão na lista de reflexão de todas as pessoas.

Acho bom quando as diferenças nos desafiam, e acabamos nos percebendo alguém melhor, vendo a relação com o outro andar, crescer, sendo boa pra todo mundo.
Agora, gente diferente que não quer sair do lugar? Que não nos persuade, não nos impulsiona, não se move, e nem nos move?! Isso realmente é diferente de mim e é indiferente p’ro mundo! É gente que não abre a janela da alma! 

Não sou tão antipática assim... Gosto de pessoas de todos os tipos, e acredito que a diferença é uma benção para os relacionamentos. Só não me faz feliz seguir ao lado de gente superficial, que se limita no que vê a sua razão, e sonha sempre no singular da realidade. Isso n
ão me parece emocionalmente saudável.

Gente passional é assim mesmo. Difícil de conviver. Como eu! :)


sexta-feira, março 20, 2015

Queria Saber como é ser diferente....



Não quero mais a pretensão das minhas teorias. Elas nunca se aplicam à realidade dos outros, e, na prática, acaba sendo frustração.
Eu sei... Vai ser difícil lutar contra meus "achismos", afinal, eles já estão impregnados no meu jeito de ser; mas eu queria tentar.
Queria tentar mais despojamento e menos "análise das situações", uma certa dose de  descompromisso, menos impressões, menos considerações... Talvez  trouxesse  maior leveza nas relações.
Olhando ao meu redor, fico imaginando se não conseguiria ser intensa e profunda sem imprimir tanta responsabilidade naquilo que pode simplesmente acontecer por conta do acaso. Queria aprender de verdade que não dou conta de me carregar assim, tão densa.

Queria praticar o ¨laissez faire,laissez passer,le monde va de lui-même"

Vou tentar. Não sei se vai funcionar. Sinto que o maior obstáculo que vou enfrentar serei eu mesma...  Mas não é assim que a gente vive? Numa batalha diária contra o "EGO"?  Ah, não?!?!?  Xiiiii De cara, minha premissa é errada? Definitivamente, isso não vai dar certo!

Desisto.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Simplesmente Complicado....

O que me encanta geralmente é simples, embora profundo e enriquecedor. Não se exibe inconsequentemente para forçar aplausos, mas revela-se de modo natural. Pode ser sutil ou catártico, pontual ou habitual, mas será inevitavelmente intenso e transparente. O que me encanta é simplesmente complicado...

segunda-feira, julho 21, 2014

Amigos Imaginários


Ah! Não venha me dizer que você nunca falou sozinho!

Adultos também têm amigos imaginários. Aliás, querem saber? Nós precisamos deles muito mais que as crianças!

Geralmente, o amigo imaginário da infância ocupa o lugar de um irmão, de uma companhia na hora da brincadeira, de um confidente enquanto o sono não vem... Coisas assim, que, mesmo nos casos  mais sérios, com um suposto embasamento psicológicos, a figura acaba relacionada com uma solução criativa do imaginário infantil para a solidão circunstancial de todos nós. E muitos de nós, adultos, ainda hoje cultivamos discretamente esta pratica.   Só que  não personificamos, não damos nomes. Sabe como é... Para não criar laços, e assumir  de vez esta loucura humana tão comum. (Risos)


Bom, mas as nossas questões são outras, bem mais profundas, e nem sempre tem a ver com ocupar o lugar de alguém, ou amenizar a solidão de uma companhia. É uma solidão que tem a ver com o universo da alma. É o que muitos chamam de “pensar alto”, mas que, no fundo, acabam ficando com aquela angústia do grito preso:  “alguém me responde,  por favor!”...

Eu penso alto com razoável frequência,  e espero respostas, e choro  como se estivesse diante da possibilidade de “sensibilizar” o coração de alguém que tivesse misericórdia de mim e fosse capaz de me ajudar a solucionar minha aflição momentânea...  Uma  enorme parte desses meus momentos acabam se tornando em “conversa com Deus” ou “oração” – como preferir.  

Evidentemente, devo dizer que a fé é um fundamento precioso para  minhas angústias, já que me traz tanta paz.   Mas também  é muito bacana perceber como a gente funciona com relação a isso.  Eu, por exemplo,  descobri alguns amigos imaginários em meio às aflições e questões angustiantes da solidão da alma.  Comigo, percebi que funciona assim: Eu oro, e Deus se revela em um  amigo/irmão visível,  em uma situação, e  também em alguns amiguinhos imaginários...  Não acredita?! Mas é  verdade.  Só que, diferente das crianças,  eles  existem (ou existiram),  e são “imaginários” porque nunca me viram, não me conhecem, não sabem que eu  existo, mas eu tenho por eles tanta admiração, respeito, gratidão e sentimento, que é quase como se fôssemos  muito íntimos.  Eles têm nome, identidade;  têm um rosto!  Eles são reais, e seus pensamentos, palavras e posicionamentos ecoam tão forte dentro de mim que transcende as definições de relacionamento  conhecidas. Por isto, resolvi chama-los de “meus amigos imaginários”, e acho que Deus aprovou, pois usou muitos deles para me trazer muitas respostas depois das nossas “conversas”...

Poderia citar alguns, mas hoje escolhi dedicar minha reflexão ao meu grande amigo imaginário – RUBEM ALVES!  Amigo, você nunca soube que eu (e um monte de outras pessoas) existia, mas eu sabia que você existia, e isso fez muito diferença pra mim!

O meu primeiro contato com os seus pensamentos praticamente  me curou.
Eu era bem mais jovem, e minhas questões relacionadas ao entendimento da vida e do Divino  borbulhavam e me davam uma sensação grande de solidão, pois, para mim, era como se tudo que ardia em  meu coração e que parecia tão verdadeiro e possível  fosse uma “aberração” ou até heresia para os que comigo caminhavam... Ler você, meu amigo, me libertou. Foi como se Deus estivesse me dizendo: “Viu? Você é normal, e tem mais gente normal como você. Fique em paz”.

Pode parecer apenas mais um texto,  mais uma homenagem bonita e merecida, mas o impacto real do eco das suas reflexões  em mim agregam tamanha intensidade a esta minha declaração que eu, por mais que me esforce, não consigo transcrever. Resta-me dizer  “Obrigada!" – A você, pelas sementes espalhadas, e a Deus, por sua vida e missão tão preciosas.

Sabe, por mais falta que você faça por aqui,  permita-me imaginar que você está muito melhor agora, pois  para quem sempre apreciou um jardim, você deve estar no paraíso! ;)

Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.” (Rubem Alves)

Valeu, meu amigo e professor. Eu acredito que você cumpriu a carreira,e, visivelmente, guardou a fé!

Ah! Um pequeno detalhe: Esta imagem da postagem é minha. Eu mesma a fotografei e ela tem um significado muito especial para mim. Por isso, faz todo sentido eu dizer: É o meu presente pra você.


segunda-feira, outubro 28, 2013

Minha Oração sobre os Medícores



Nenhum ser humano tem poder de soprar sentido na vida do outro. Por maior energia que consigamos emanar, não somos Deus.

Eu não sou Deus, mas sou cristã. Minha vida deveria refletir atitudes de quem tem Deus dentro de si, este é o espaço da manifestação do Espírito Santo em mim.  
Conheço e medito em todos os ensinamentos de Jesus, mas confesso que, quando se trata de gente medíocre, volta e meia tenho que me redimir, e pedir muito perdão! Isto me frustra!

Gente medíocre é aquele tipo de gente superficial. Suas relações e seus valores baseiam-se nas coisas, Seus relacionamentos não se resumem no afeto recíproco, na convivência em si, mas nos interesses subliminares, Isto é ser medíocre.

Gente adulta, que ainda pensa como criança mimada.
Gente que não tem nada pra oferecer, mas age como se soubesse de tudo.
Gente que, na hora de tomar o partido do menos favorecido, se omite.
Gente que não imprime esforço nem qualidade naquilo que não dá ibope.
Gente que não faz diferença, e que trata a vida como uma fonte de recursos para satisfazer seus prazeres e vaidades.
Gente que não vive pra servir, logo. Gente que não serve pra viver...
É o tal livre arbítrio....
A gente escolhe tudo, até mesmo viver uma vida medíocre.


É muito difícil separar a pessoa de suas práticas e defeitos, de sua evidente escala de valores que tanto nos decepciona.

Reconheço que precisamos de nossos relacionamentos, precisamos de afinidade e de comunhão, pois são ingredientes que tornam a vida saudável, e completam o propósito e o sentido de uma vida abundante. Caso a mediocridade prevaleça, o amor tem que falar mais alto.

Por isso, esta tem sido a minha oração: 

Senhor, eu quero uma vida com significado. Quero escolher diariamente o amor; o seu amor em mim, revelado na convivência, inclusive com os medíocres! Não quero escolher a vaidade excessiva, não quero escolher a solidão, nem me destruir. Me ajude.

Amém.



 

segunda-feira, julho 15, 2013

Ideologia! Nossos filhos querem uma pra viver!


Sobre a recente notícia da morte do jovem ator  Cory Monteith, voltei a refletir sobre o nosso papel de pais no mundo atual.
Foi inevitável conversar com minha filha, e respeitar a frustração dela, diante da notícia. Comecei a conversa, lembrando da confissão de Cazuza:  “Meus heróis Morreram de overdose. Meus inimigos Estão no poder. Ideologia! Eu quero uma pra viver
Nossos filhos têm seus ídolos humanos, pessoas que eles elegem como inspiração, a quem admiram. Isso é razoavelmente natural. Nós já tivemos os nossos! Eu me recordo perfeitamente de quando Elvis morreu, e como me senti... Foi horrível!

Mas, diante dessas situações, a gente acaba aproveitando para rever uns conceitos e reforçar alguns valores imprescindíveis.
O que eu busco enfatizar para os meus filhos (ainda que em outras palavras) é que o início da derrota muitas vezes está em subestimar o inimigo. E o inverso -  a vitória – nem sempre está em valorizá-lo e enfrenta-lo, mas em reconhecê-lo e evita-lo. Isto não é covardia. É sabedoria. É bíblico:  “Afastem-se de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22)
A bíblia também diz que “a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).

Aos que se entregam às muitas opções alucinógenas como fuga de problemas e fraquezas pessoais: Como eu gostaria de convencê-los que a mola propulsora está dentro de vocês!
Nenhum objeto ou substância pode produzir solução mágica para o sofrimento, para a baixa autoestima, para decepções e frustrações. Mesmo medicamentos devidamente prescritos não nos curam. No caso de tratamentos adequados, o que eles fazem é nos colocar física e emocionalmente prontos para a descoberta do caminho, das prováveis causas,  entendimento e identificação do nosso real refúgio e fortaleza!
E, acreditem: para o mal, basta nos fazer acreditar o contrário!

Pais, a nossa responsabilidade é muito maior do que imaginamos! Não podemos continuar correndo atrás das vaidades e exposições pessoais! Nossos filhos podem estar ouvindo de nós repreensões e lindas lições teóricas, mas estão nos assistindo praticar ações nada dignas de admiração! às vezes, mesmo morando na mesma casa, dividindo a mesma mesa de jantar ou sala de TV, existe um abismo entre nós!
O nosso tempo foi apenas o nosso tempo. Melhor numas coisas, pior em outras...
Não adianta querer forçá-los a viver fora do tempo deles, com críticas e posicionamentos radicais, onde o nosso saudosismo seja nada atrativo, e meramente careta! (De algum modo, vai ser mesmo.É inevitável!)
Precisamos lembrar de compartilhar experiências diárias. Eles aprendem, e nós também! Todos só teremos a ganhar! 

Consertar o que saiu errado é muito mais trabalhoso, e traz mais sofrimento do que investir  no alicerce de uma construção sólida e fortalecida.
O futuro do mundo está em nossas mãos!
Não podemos nos esquecer que alguns conselhos simples fazem muita diferença:
A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro. (...)
Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles
.” (provérbios 22: 1 e 6)


Todos temos problemas. Conviver e cuidar da saúde da família será sempre um desafio. Ninguém disse que seria fácil! Mas não podemos negligenciar diante do que temos conhecido.
A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lucas 12:48)

E que Deus nos ajude!


terça-feira, junho 04, 2013

Filhos? Não, obrigada! - Revista Veja, 29/05/2013

É muito louco tentar entender essas inversões de comportamento e valores...

Homossexuais lutando para oficializar relações e adoções, e mulheres (hetero feminino) dizendo NÃO à maternidade...

Eu compreendo que, em meio as mais diversas circunstâncias pessoais, num dado momento, a mulher tenha dúvidas, não se sinta segura para decidir encarar a maternidade, ou, que, diante das dificuldades de ordem genética, ou da falta momentânea de um companheiro, ela prefira abdicar da busca desgastante pela maternidade que não chega, e escolha não ser mãe biológica... Mas, ainda assim, caminhos alternativos naturais de abençoar e ser abençoado pela relação de afeto com uma criança poderão fazer parte de seu projeto de vida – ou não.  

Sem dúvida, a perseguição implacável por ter um filho não é uma coisa saudável.  Isso é loucura, egoísmo, vaidade. Mas eu concordo com uma afirmação da Fernanda Young: ser mãe (seja como for) é a grande oportunidade que a gente tem de contribuir de modo prático para um mundo melhor!  Parêntesis: Tudo bem que tem gente que seria bom que jamais desse cria! (Risos). Mas, curiosamente, não são estas que costumam dizer NÃO à maternidade...  Ao contrário, muitas neste perfil, , costumam usar a maternidade como meio de extorquir dinheiro de suas relações pouco desinteressadas...

Ah – alguém poderá argumentar - a vida está difícil pra colocar filho no mundo! Então, a opção é um cachorrinho? Ora... Adoro bicho, mas, de modo algum é uma projeção positiva, nem equivalente! Tem muita criancinha abandonada precisando de um lar, gente! E, sabe de uma coisa? Nunca foi fácil mesmo ter filhos!

Penso que, em sua grande maioria, traumas familiares, referências negativas, medos, relações conturbadas, e desequilíbrios emocionais os mais variados, acabam levando muitas mulheres a esta afirmação. 

Não, obrigada!

Desculpem,  mas é difícil acreditar que uma mulher, na plenitude de sua saúde e inteligência emocionais, escolha não ser mãe... Ninguém me convence disso! Não ter filhos pode ser uma situação, mas não uma opção.



terça-feira, abril 02, 2013

Insights Poéticos



Ah! Essas gentes  que expressam tão precisa e resumidamente aquilo que  está preso em na garganta das minhas emoções, onde gritam as minhas inquietações... Queria muito ser essas pessoas... “Insights" poéticos como este de Saramago...
Eu queria, muitas e muitas vezes, ter me relacionado com coisas e pessoas com esta premissa e, mais que isto, com a inteireza e beleza da prática desta verdade teórica. Queria, ainda mais, que algumas pessoas também tivessem se relacionado comigo na mesma proporção...
É a projeção do livre arbítrio nas relações humanas. E é lindo.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Resposta a um Comentário sobre meu Texto

Um de meus textos foi publicado em um site Gospel. Aqui está o link: http://estudos.gospelmais.com.br/o-que-fazer-com-tanta-violencia.html?replytocom=876

Recebi o seguinte comentário de um leitor (que está no site, mas transcrevo abaixo):

"Você até poderia ir melhor em seu texto, mas citar um trecho de uma declaração que um cara que fez para outro homem (uma declaração homossexual de Reanto Russo pelo seu namorado), e junto com a bíblia é falta de senso e conhecimento, muita gente pega coisas pór aí pensando ser inspiração do Espírito Santo e se enganam com qualquer coisa ou pessoa que cita a bíblia, mas estão lognge dela e de seu real sentido (Como os Racionais MC´s, outro exemplo).

Analise melhor suas fontes e opte por pregar a palavra de Deus. Ela é suficiente, melhor e eficaz do que exibicionismos filosóficos". (Identificou-se como Wils apenas)


Aproveito para compartilhar a qui no meu blog, minha resposta ao "Wils".

Agradeço seu comentário. Eu o localizei aqui, digamos, "sem querer". Nem sequer sabia que este site havia publicado meu texto.
Olha, sendo bastante sincera, não sei se este trecho da canção do Renato Russo tem como destinatário específico o objeto do seu  amor homossexual, mas sabia, obviamente, que esta situação estava implícita, pois sempre soube de sua homossexualidade.
Lamento decepcioná-lo, mas este detalhe não mudaria de modo algum minha referência no texto. Na verdade, meu texto não tem destinatários específicos. Na grande maioria das vezes, o que eu escrevo é sempre o registro de um "pensar em voz alta", e, minha oração invariavelmente é para que eu consiga abençoar alguém, não importa quem. Deus me proporcionou esta "facilidade" de escrever, o que eu gosto de reconhecer como um "dom", portanto, abençoar pessoas é um desejo sincero do meu coração quando coloco este dom em prática. Justamente por isso, lamento tê-lo decepcionado. Espero que, fora o trecho da música de Renato Russo, o restante da minha reflexão, de algum modo, tenha encontrado lugar em seu coração.
Mas, se você me permite um comentário: não invalide tudo o que as pessoas falam simplesmente pela opção (eu prefiro chamar de "condição") sexual delas, ou por qualquer outra situação que passe pelo seu "crivo" humano. Do mesmo modo que, conforme sua opinião, gente como o Renato Russo não merece crédito, eu te afirmo, sem medo de errar, que muitos (e são muitos mesmos) líderes religiosos, heteros, erguem vozes impostadas e másculas, para falar de Deus, quando deveriam "lavar" a boca e a vida antes de pronunciar este nome! Mas eu relevo a atitude destes líderes, considerando que o mesmo Deus a quem eles dizem honrar um dia os julgará. Então, talvez fosse interessante, do mesmo modo,  você  relevar e permitir que o que for bom (saia de onde sair) possa encontrar espaço no seu coração.  Acredite: já compartilhei citações até de ateus. Muitas vezes, inclusive, estas citações deixavam claro que mesmo eles poderiam ser usados por Deus! As pedras estão clamando, querido! Apegar-se a minuciosidade como esta não acrescenta nada.
Entenda: minha manifestação aqui não tem a ver com uma "reação" a sua crítica ao meu texto, mas sim, uma tentativa de aproveitar esta oportunidade para compartilhar com você minha humilde opinião sobre o seu incômodo.






Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...