terça-feira, outubro 19, 2010

Amor Capaz de Mudar o Mundo


Não há governo capaz de mudar o mundo, mas a reconstrução dos valores de uma família tem poder de cura, e estrutura aquele que dentro dela nasce
Beth Bittencourt

sexta-feira, outubro 15, 2010

Aos Mestres, com carinho...

Para ensinar

sempre é necessário amar e saber;

porque quem não ama não quer

e quem não sabe não pode

(Padre Antônio Vieira)


Aos cavalheiros certos de sua vocação, peço que me perdoem, mas o Dia dos Professores é, para mim, como um Dia das Mães disfarçado.

Ainda acredito que existam aqueles que tentam dar conta dos que têm em casa, preparando-os o mais adequadamente possível para a vida, para a própria escola, os amigos, os desafetos, os parecidos e os diferentes; e que em nome do um “chamado”, atende e estende este cuidado e responsabilidade para a vida e o desenvolvimento de filhos de outras gentes. Tenho uma profunda admiração por estes que se esforçam e dedicam competência, criatividade, tempo, tolerância e chegam sacrificar suas famílias para que outras famílias sejam de algum modo, beneficiadas; ainda que não usufruam do justo reconhecimento.

Causa-me tanta emoção pensar nos meus professores, na época da escola, nas crianças que hoje estudam, no mundo mágico que envolve a imaginação desses pequeninos seres que ainda sonham enquanto aprendem as primeiras letras, os pedaços do quebra-cabeça da vida, a corda bamba do mundo sociocultural, e vão crescendo diante dos nossos olhos, com um pouquinho de todos nós dentro de si...

Aproveito, então, para lembrar muito afetuosamente dos meus mestres: meus professores de sala de aula, meus pais e parentes que, com amor, compartilhavam suas histórias imaginando, com isso, tornar-me uma pessoa melhor e feliz, ou simplesmente aqueles que me foram sábias companhias na estrada da vida.

A todos os meus muitos mestres, e hoje, aos mestres de meus filhos, meu imenso carinho, e meu profundo reconhecimento pelo papel relevante na construção do nosso caminho juntos.

Deus os abençoe!

segunda-feira, outubro 04, 2010

Eleições 2010

"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitoria propriamente dita." M. Gandhi

Nosso compromisso em exercer o papel de cidadão é quase um sofrimento, se o levamos a sério. Em meio a catástrofe do cenário político atual, e o rumo sócio-cultural aparentemente inevitável, ser esclarecido não oferece nenhuma vantagem, talvez só faça diferença para nós mesmos, ainda numa perspectiva bastante romântica de vida.

Sabemos das pedras do caminho, e até conseguimos identificar com quais delas poderíamos construir os pilares para uma sociedade melhor, mas a multidão que nos acompanha é que acaba se divertindo, escolhendo o que é engraçado. Até porque os candidatos em evidência têm vínculos comprometedores, trajeto duvidoso, ou estão mesmo de brincadeira.

Estar comprometido com valores e sonhos não causa impacto nas urnas, mas pelo menos oxigena a sobrevida de uma parcela de sonhadores, e abreviam o mal súbito.

No primeiro turno, votei com um sonho, já no segundo turno, terei que votar com uma estratégia. Isto não é nenhum diferencial. É lamentável...

sexta-feira, setembro 17, 2010

Sobre Medos, Incertezas e Dificuldades

Adicionar imagem

Não me surpreende que sejamos mesmo assolados por medos,
incertezas e dificuldades!
Ou pelo menos, reconheço o valor de tais sentimentos
quando os vejo diante de mim.
Tenho a impressão que se faltarem, nossa massa humana sola!
O sofrimento, ou pelo menos a possibilidade dele,
é o fermento da vida.
É no contato com o sofrimento que crescemos.

(Beth)

quarta-feira, setembro 15, 2010

Cada dia, um olhar.


Há dias em que amanheço questionando tudo. Certa da minha ignorância sobre os mistérios da vida, mas, ainda assim, com uma série de pontos confusos, certezas passadas já não mais tão seguras e alicerçadas quanto antes, e teorias pessoais conflitantes sobre tudo o que parece não fazer sentido à luz da razão... Não há informação que baste.

Em outros dias, por circunstância da vida, amanheço com uma fé inabalável, daquela que remove montanhas. E, quando vejo, lá estou eu. Confiando como se nunca tivesse balançado. Provavelmente, um dia que apresente montanhas aparentemente intransponíveis, assuntos e compromissos que trazem incertezas, dificuldades, perdas, dores e medos.

Há também aqueles dias em que nada parece incomodar. O mundo acontece, apesar de mim. Não tenho tempo para as teorias, e não questiono a fé e o sofrimento. A vida me atropela com seu stress e falsas prioridades; e eu me distraio tanto na organização da rotina, que sequer percebo que sou um ser pensante. Preciso cumprir as tarefas, e sigo atrás da lista do dia com afinco.

Deve haver outras versões para os meus dias, mas acho que estas, de modo resumido, conseguem traduzir meu humor e suas variáveis. Não me refiro a minha capacidade de fazer graça, ou ironizar, falo de humor no sentido de predisposição emocional. Em uma das muitas definições, segundo o Aurelio (Dicionário), “humor é a disposição do espírito”.

Digamos, então, que o que estou tentando aqui compartilhar é que, dependendo da disposição diária das minhas emoções, o meu olhar de compreensão sobre fé, Deus, e seus derivados sofre alteração ou não existe.

Você está chocado? Eu também. Mas a verdade é que quanto mais o tempo passa e - digamos - vou amadurecendo, mais movimentadas têm sido as escalas e os acordes dessas inquietações pessoais, portanto, mais variadas as melodias dos dias...

Enfim, tenho me permitido.
Já houve um tempo em que simplesmente experimentava os costumes e aprendia os conceitos da minha comunidade eclesiástica. Isto foi lindo e valioso. Mas, agora (e olha que não é tão agora assim... Faz tempo!), diante da inevitável aculturação dos nossos filhos no caminho desta herança, e de nossas próprias experiências individuais nos relacionamentos, das descobertas pessoais profundas (fruto de verdadeiras cruzadas por dentro de nossas emoções a caminho de uma inteligência já não mais só intelectual, e também emocional); diante de tudo isto, estou me permitindo um exame de visão. Uma revisão sobre tudo que já olhei, e um novo olhar sobre o que tenho visto.

Acredito que vivendo assim, transparentemente dia-a-dia, consigo estar mais segura do meu olhar sobre os diferentes aspectos da vida, e também mais pronta para viver com “bom” humor, para aprender com os erros e acertos, com as experiências de meus filhos, com todos os que amo, e com qualquer pessoa que caminhar comigo.

Não creio que este momento me levará para algum outro lugar que não seja perto de Deus. Aliás, nada pode me separar de mim mesma, logo, nada pode me levar para longe do que já habita em mim.
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Livro de Romanos, cap 8, vers 35).
Disto estou certa, portanto, prossigo sem culpas. Mais vale a transparência que a aparência.
Só não não vale fechar os olhos. Cada dia, um novo olhar sobre Deus, sobre os mistérios, o sobrenatural... Um olhar diferente sobre a vida. Mas sempre algum olhar.

-----------------------------------------------------------------------------------
Se você estiver disposto hoje. Eu o encorajo a ler todo este trecho da Bíblia Sagrada: Livro de Romanos, cap 8, pelo menos do verso 16 ao 39.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Fantasmas do Passado


(...)
Caminhante, são tuas pegadas o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar
Ao andar se faz caminho e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca se há de voltar a pisar
(...)
(Antonio Machado)


Qual de nós, em menor ou maior escala, não se envergonha, se entristece, ou simplesmente “prefere não lembrar” de algo ou algum momento do seu passado? Lembranças constrangedoras, dores, culpas, mágoas, etc. São os fantasma do passado.
Mas o passado pode ser uma ferramenta extremamente abençoadora, por pior que seja a história.

Sabe aquela canção?...
Quem já passou por essa vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
.”
(Toquinho&Vinícius)

É uma grande verdade!

Não é saudável ser refém de nada, nem de ninguém. Não é saudável, portanto, estar preso a algo que já foi, já passou. Se chamamos “passado” é porque passou. Se ainda me persegue, se está vivo, é presente. Isso escraviza, maltrata e deprime, logo, não é, de modo algum, uma sensação boa.

Não são raras as vezes que percebo em minha vida atitudes, tolerâncias e reflexões que são evidentes frutos do que meu passado lapidou em mim. É quase que uma herança! E pensar que eu julgava viesse a ser apenas cicatriz! Também não são raras as vezes em que o contar o que passei e fiz traz paz e esperança a outros corações! É assim que funciona, por exemplo, o fenômeno da "auto-ajuda". Na verdade, não é "auto" nada! O processo reflexivo que nos leva a constatação e solução de nossos conflitos é discretamente conduzido pela narração das experiências de alguém, mesmo que não evidentemente identificado no livro, palestra ou seja lá o que for.

Faz tempo que entendi que Deus não desiste da gente, não nos descarta, por mais “estragados” que estejamos. Ele aproveita tudo o que pode ser “transformado” para nos alimentar no futuro, e também saciar aqueles famintos de vida e de cura que cruzarão nosso caminho!

Nossa vida tem que ser contagiante e não “arrumadinha”.
Ser transformado não pressupõe violação de personalidade, nem apatia de vida. Nossa personalidade pode ser o grande diferencial, o detalhe para transformar outras vidas! Por isso é preciso prosseguir, sem fantasmas.
"Bom mesmo é ir a luta com determinação, Abraçar a vida com paixão, Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve..." (Charles Chaplin)

É preciso mudar. E alguma decisão radical talvez tenha que ser tomada para marcar o ponteiro emocional dessa virada!
Não fique vivendo à sombra do passado! Há uma vida para ser vivida e o caminho não vem pronto!

O futuro é algo que todos nós atingimos à velocidade de sessenta minutos por hora(C. S. Lewis)


Beth_Bittencourt

quarta-feira, agosto 04, 2010

O Deus que tem a minha cara


Se Deus habita em cada um de nós, é preciso ter muito cuidado com as evidências.

A chance de minhas atitudes, decisões, pensamentos e opiniões serem reflexo desta misteriosa unidade com o divino é inevitável, proveitosa e abençoadora. Mas existe também o risco de eu acreditar que tenho um Deus dentro de mim, e assumir que minhas atitudes vaidosas, preconceituosas, ou extremamente conservadoras e engessadas são revelações do caráter deste Deus. Aí, Deus seria mesmo a minha cara, tal como o “cão tem a cara do dono”! Eu o torno então escravo do meu temperamento e imponho a ele os meus próprios conceitos.

Se realmente acreditamos ser imagem e semelhança de Deus, Deus é a nossa cara. Ou melhor, nós somos a cara de Deus. Assim fica bem melhor. Nós bem que poderíamos mesmo ser a cara de Deus. Obviamente cara, aqui, não tem a ver com aparência física. As palavras, em sua origem, eram muito mais abrangentes em significado, até por serem menos diversas, e, por isso, deviam ser compreendidas em seu contexto. Assim, acredito que “cara”, ou melhor, “imagem e semelhança” talvez pudesse se referir a toda a abrangência do próprio ser divino, em sua “imagem” como, por exemplo, “o que se imaginava” a seu respeito, em sua totalidade – como Deus era, o que fazia, do que gostava, o que pensava sobre as coisas, etc. Deus, ao fazer do homem sua imagem e semelhança, imprimiu nele todos esses aspectos do seu ser.
Como reza o dito popular: pelo fruto se conhece a árvore. Logo, toda pretensão humana de igualar-se a Deus, de falar e agir em nome d’Ele ou negá-lo na visão de ser deus de si mesmo; tudo isto é posto à prova pelo próprio fruto. Daí, termos chegado aonde chegamos com a humanidade.

Culpar Deus, em sua essência e divindade, pelo caos do universo não seria, digamos, no mínimo, justo. Deus, em sua onisciência, talvez já tivesse tudo isto em conta - não sei; mas, dentro desta estrada de livre arbítrio, o risco era iminente.

Li um comentário do Pr. Ed René Kivitz, onde ele dizia que para Deus não faz a menor diferença se eu creio ou não n’Ele, mas para mim faz. Ou seja, o fato de eu crer ou não em Deus, não muda Deus, mas muda a minha vida. Muda o meu pensar, o meu agir, decidir, enfim, muda uma série de questões no meu existir. Muda meus relacionamentos.

Mas sempre vai existir aquele tipo ensimesmado; que prefere andar cheio de “si” que sentir-se entusiasmado (cheio do divino), e sustenta atitudes que só geram frutos para sua solidão. Simples conseqüências do seu livre arbítrio, e não a imagem de Deus.

Ah, mas os que escolhem o melhor caminho terão sempre a paz do bom fruto. E ainda que o caminho não se revele de cara o melhor, será o melhor só por ser de paz, e se revelará perfeito no tempo certo, pois será a escolha que Deus faria, o que Ele "imaginava" pra mim e pra você, pra todos nós.

Nós somos a cara do deus que temos dentro de nós. E Deus é, em essência, tudo o que precisamos para ser gente, resolvida e feliz, que leva um pro outro a imagem, a mão e o reflexo do eterno.

Se Deus habita em nós, o céu é aqui e agora. A eternidade é uma outra história, e também um outro mistério...

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância!”

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...