sexta-feira, abril 08, 2011

Sobre a Violência... (Repostagem)

O que Fazer com Tanta Violência ?


Vivendo, as garantias são poucas; aliás, nenhuma certeza há, fora do mundo espiritual.
Os sonhos são muitos, as probabilidades, algumas; e a segurança passa por caminhos quase intangíveis. Realmente “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há(1).

A tendência humana pela violência, pela agressão, parece ter sido sempre uma válvula de escape de sua própria impotência, onde quer que ela se aplique, e de onde quer que venha. Eu acredito que emane de um mesmo lugar: o coração perdido, aflito, insatisfeito e ganancioso do homem. É assim desde que o mundo é mundo.
O que mudou (ou piorou) ao longo dos anos tem a ver com o tempo e aprendizagem (quanto mais eu faço, mais aprendo a fazer), com os “recursos”, a falsa modernidade, a destrutiva convivência tão próxima do mal e, conseqüentemente, a perda de sensibilidade para consigo mesmo, com o outro, com a natureza, que dirá, então, com o sobrenatural!

Essa coisa entre o homem e Deus - o que “era pra ter sido e não foi”, acabou desenhando uma relação misteriosa, distante e delicada entre eles.
Quando o Criador deixa de ter interferência direta, deixa de conviver de perto com sua criação, o livre-arbítrio, o “conhecimento do bem e do mal” traz a separação entre o “divino” e o “humano” e, com isso, uma eterna busca passa a morar no coração do homem. Uma busca por si mesmo, por explicações, por respostas que desvendem os muitos mistérios da vida. O homem torna-se, então, um eterno aspirante à felicidade, se possível, traduzida em um monte de momentos de alegria e prazer, com os estereótipos que seus olhos cobiçam. Essa busca só encontra paz quando ele é “re-conectado” ao divino pela “mágica” da fé, que rompe a barreira do mundo sobrenatural e transforma a visão, os sonhos, os planos e o caminho do homem. Sim, transforma o caminho do homem!

Não há justiça social, não há Direitos Humanos, não há e não haverá legislação, força ou poder no mundo capaz de alterar a cruel realidade de que somos vítimas, de longe ou de perto. Só transformando o caminho de cada ser humano - seus medos, frustrações, traumas, ansiedades, tristezas - o caminho do mundo, aos poucos, ficará menos sombrio, menos violento.

É um trabalho de formiguinha. Muitas formiguinhas sonhadoras, e cheias de fé!

Obviamente, não podemos desistir. É preciso tentar, levar causas adiante, conscientizar pessoas, lutar bravamente para minimizar as oportunidades que facilitam a violência, o medo, o abuso, a morte...

Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância(2)

Essa coisa entre o homem e Deus - “O que era para ter sido e não foi” - tem em Jesus a sua segunda chance!
E nós, que professamos tal verdade, precisamos rever nossos valores com uma visão realmente transformada, prontos para levantar bandeiras imaculadas, que sustentem o que cremos, e que se revelem através do que fazemos com o que cremos. Gente que se destaca por atitudes corajosas, encantadoras, inspiradoras, dignas e transformadoras. Gente conectada com Deus, e com o compromisso de ser sal.

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(1) trecho da música de Renato Russo (Legião Urbana)
(2) Bíblia Sagrada – Livro de João cap 10:10

sexta-feira, abril 01, 2011

Difícil Decisão...


“A vida começa no final de sua zona de conforto”
(Neale Donald Walsch)

Uni duni duni tê Salamê míngüê?
Não... Não é bem assim...

Uma decisão é sempre um divisor de águas. Seja pensada, seja impetuosa, sempre haverá um momento antes e depois da decisão. Por isso mesmo, talvez, tenhamos tanto receio de nos deparar com situações onde nos seja cobrada uma decisão. Se alguém puder fazer isso por nós, agradecemos. Até concordamos em apoiar, ajudar, “dar aquela força”, mas se a “batata quente” estiver em nossa mão... É melhor passar à frente.

Equilíbrio nas emoções é quase mandatório nesse campo minado de tomada de decisão. Há que se estar pronto para receber o louvor e a culpa, os méritos e a responsabilidade sobre as inevitáveis conseqüências. Os méritos, pode ser que alguém os esqueça, mas a culpa... Ah, não se preocupe, não esquecerão.
Decidir é um exercício de maturidade, um degrau significativo na escalada da inteligência emocional.

Vale dizer que, errando ou acertando, a gente sempre ganha muito quando “decide decidir”. E quanto mais nos expomos a decisões, mais treinamos decidir, e, aos poucos, vai ficando menos complicado. Vamos desenvolvendo uma sensibilidade pessoal sobre as circunstâncias, sobre as pessoas, sobre nós mesmos, nossa habilidade de lidar com o futuro, com os riscos e, principalmente, nossa capacidade de recomeçar sempre. Decidir é sempre uma oportunidade de tornar-se alguém melhor, ainda que traga algum desconforto ou medo. É uma chance de revelar-se, em valores, opiniões e caráter.

Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos os eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui.
” - Neale Donald Walsch

Por isso temos que nos esforçar para não poupar nossos filhos de situações onde eles já possam “aprender a decidir”. Melhor não poupá-los de frustrações e mudanças para garantir uma aparente felicidade. Puro engano. Ninguém é feliz vivendo num mundo fictício. Isso só traz insegurança. Cedo ou tarde, o mundo se revela, de um modo ou de outro, e as conseqüências acabam sendo bem piores, eles se depararão com decisões mais impactantes na vida e fatalmente não estarão pronto para elas.
Amar é plantar e regar, e não crescer no lugar do outro! É ser o porto seguro, o lugar de retorno, o colo... Mas não é viver a vida do outro, mesmo que este outro seja um pedaço da gente!

Não estou divagando sobre regras que me parecem fáceis, ou dando conselhos a quem não pediu. Estou refletindo em voz alta, e reforçando estas certezas no meu próprio pensar, para que estejam mais vivas em mim diariamente.

A única coisa que vale compartilhar é que escrevo sobre o que já vivenciei. Esta é minha reflexão, mas não é uma teoria impraticável, de resultados inviáveis. È real e válido.

Comecei a decidir já tarde, mas, ainda assim, guardei a responsabilidade de cada experiência, e, hoje, tenho descoberto verdadeiros tesouros fruto destas (algumas doloridas) decisões.

Uma decisão pode ser de resultado rápido ou demorado, por uma estrada curta ou longa, mas se o que nos move estiver coerente com quem somos e com o que cremos, esta mesma energia nos manterá em paz e nos fortalecerá.

“Esforça-te e tem bom ânimo; não temas nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”.
(Bíblia Sagrada, Livro de Josué, cap 1 vs.9)

segunda-feira, março 14, 2011

Sobre Catástrofes e Significado da Vida

Vendo a situação da população no Japão, e recordando também outras recentes catástrofes, fico pensando quão descartável deveria ser tudo que construímos materialmente nesta vida. Pena não praticarmos isso com o devido afinco.

Responsabilidade com o próximo e com o planeta, e consequentes cuidados com a saúde e alimentação, um lugar limpo e seguro para se morar... Isto deveria nos ser suficiente.

É tudo tão efêmero que a origem da vida e seu sentido devem transcender o caos.

Como ouvi Ed René Kivitz dizer, isso aqui deve ser o avesso de alguma coisa, e esta alguma coisa eu gosto de chamar de céu!

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Chegada e Partida


Vida e morte. Chegada e partida.

Encantados, ao contemplarmos o nascimento, julgamo-nos grandes conhecedores deste habitat terreno, e nos preparamos para receber um ser para quem temos muitos planos.

Já desencantados, diante da morte, nos damos conta das reais limitações humanas, e de que nossas tentativas em busca de uma vida mais espiritualizada não têm sido suficientes para incluir a eternidade como parte de nossos planos.

Falta-nos uma fé que se revele mais empírica!

Há que se experimentar mais intensamente o sagrado. Em todos os sentidos.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Felicidade


Não importar-se com a opinião dos outros é mais que uma filosofia de vida, é um exercício diário de desprendimento e auto-confiança. Cada resultado positivo gerado por um investimento pessoal de nossas convicções solitárias (porém profundas) nos proporciona uma catarse interior inigualável, algo muito próximo a um flash de felicidade. Será que não é isso a felicidade? O privilégio de ter momentos felizes ainda que não populares?

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Digam-me:

Digam-me:

Porque quando escrevo um texto opinativo (na maioria das vezes quando é contestador e minha emoção é razoavelmente traduzida) tem sempre alguém que liga ou faz contato pra perguntar se estou bem, ou querem saber o que me aconteceu?

Será que não posso simplesmente ser impactada pelas experiências que não são necessariamente minhas? Meu blog não é meu diário. Pode até indiretamente ter um pouco dele, mas não é este o propósito e nem tem sido esta a prática.

Se for regra a arte como resultado da experiência pessoal direta, Chico Buarque jamais seria tão brilhante em retratar a alma feminina em primeira pessoa, exceto se fosse gay!

Ezra Pound dizia que os artistas são as antenas de uma raça. Logo, a empatia é uma característica positiva para quem se pretende sensível.

Agradeço a preocupação, pessoal, mas, na medida do possível, apesar das muitas dores e injustiças sociais, e de tudo que me incomoda, mas que não obstante acontece à raça humana viva... Estou bem e tenho sobrevivido.

OBS: No caso específico deste texto, ninguém precisa ter dúvida. O "eu" sou mesmo eu!

Risos. Não cínicos. Acreditem De verdade.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Entra Ano, Sai Ano...



No recomeço da contagem do novo ano é interessante notar que uma certa "magia" influencia as disposições humanas para rever a lista de prioridades, com fé e esperança renovadas, e olhar para os "feitos" e "não-feitos" com atitude de perdão consigo mesmo...

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...