
"Two roads diverged in a wood, and I... I took the one less traveled by, And that has made all the difference." (Frost)
quarta-feira, agosto 24, 2011
Por Um Mundo Melhor

quinta-feira, julho 28, 2011
"Ars est celare artem"

A tecnologia pode melhorar processos, mas só a arte, tal qual o amor, é capaz de sensibilizar e influenciar nossa visão sobre as coisas.
Se o mundo mudou, não devemos prestigiar apenas os avanços da ciência e da tecnologia, pois fatalmente o que hoje colhemos é fruto do clamor de alguns que colocaram em risco, consciente ou inconscientemente, sua reputação em nome do pulsar histórico-social manifestado nas muitas artes do passado.
Penso que o "modus operandis" é uma versão racional do que nasceu, um dia, na alma de um gênio desmedido e apaixonado. Mas... " ars est celare artem", ou, traduzido, a arte está em esconder a arte.
quinta-feira, junho 09, 2011
Só Eu...

Esta premissa minimiza bastante os fatos, mas certas coisas vão continuar sempre dependendo só de mim. Haverá sempre uma discreta e necessária solidão. E vai doer.
sexta-feira, junho 03, 2011
Tocou-me... E de paz encheu meu coração

Muitos talvez não consigam ler esta reflexão com o envolvimento que eu gostaria. Mas os que experimentaram - como eu - o formato religioso "Escola Domincal + culto matutino + reunião de jovens (na época, chamávamos mocidade)+culto vespertino" hão de me compreender melhor, eu imagino. De qualquer modo, escrevo. Sinto que talvez exista mais a compartilhar que apenas o falar de cultura religiosa.
Reconheço que somos privilegiados. Nós que usufruímos de todo conhecimento que hoje paira sobre o mundo, sobre as culturas, toda facilidade de acesso a informação; tudo isto nos torna muito mais habilitados a discutir, conhecer e desvendar a vida, seus conflitos, a provável origem das coisas e as vertentes da própria história. Isto é um privilégio da geração presente e dos que ainda perseveram na luta pela longevidade que Deus nos tem outorgado.
Dentro desta perspectiva, viver a espiritualidade hoje em dia é, sem dúvida, mais transparente nos questionamentos, menos preconceituosa nos diferentes modos de entendimento, e, porque não dizer, mais honesta em algumas circunstâncias. Mas existe um certo mistério na tradição eclesiástica, mistério este que não consigo traduzir com propriedade, mas que foi impresso em minha vida – memória e coração – de modo delicado e, ao mesmo tempo, profundo.
A liturgia, por exemplo, como toda regra pouco flexível, tornou-se alvo fácil dos movimentos daqueles que (eu me incluo) desejavam novidades e mudanças do modelo da época. Ela sempre nos pareceu “engessar” um pouco a liberdade de expressão, principalmente tratando-se de espiritualidade. Lembro-me que seguíamos uma orientação de culto pré-estabelecida; e, num dado momento, dependendo do lugar e da situação, sabíamos de antemão as canções que seriam entoadas e o esboço da explanação bíblica.
O curioso é que, independente desta liturgia castradora, havia um sentimento, uma intenção e uma predisposição emocional, uma comunhão que parecia transpor as barreiras da consciência, invadia a alma, e se armazenava em algum ponto mágico do nosso ser, onde as canções, o que elas nos inspiravam e a sensação que nos causavam permanecem até hoje. Não tínhamos metade dos recursos disponíveis atualmente, havia pouca variedade no formato dos cultos e as crianças (hoje tão exigentes) "seguiam a cartilha", participavam (dormindo ou acordadas) dos cultos, e esperavam ansiosamente Julho chegar para que a EBF (Escola Bíblica de Férias) acontecesse; ou sonhavam logo crescerem para cantar na mocidade...
Vínculos de amizade profundos foram selados dentro deste universo social, e chamávamo-nos irmãos porque quase éramos mesmo!
Muitos se perderam no caminho. E isso tem a ver com as mais diferentes interpretações. Mas, em algum lugar, de algum modo, este selo os acompanha.
Laços criados e situações vividas foram tão padronizadamente marcante que, independente de onde tenhamos passado este momento de nossas vidas, ainda hoje, quando temos oportunidade de reencontrar ou mesmo de conhecer alguém que compartilhe esta experiência vivida, nosso coração se alegra, e o fluir das lembranças nos traz o mesmo sentimento de nostalgia e alegria.
Embora pudesse passar horas em lágrimas e risos num mergulho emocionado dessa história, ao final da minha reflexão, precisava chegar a uma conclusão. E cheguei a algumas:
A mais importante delas talvez seja esta: TOCOU-ME.
Sim. Foi na simplicidade desta tradição cristã que descobri que Deus caminhava comigo e em mim; onde ELE se revelou e, ainda na minha adolescência, me ‘tocou” sobrenaturalmente. Não há muito para explicar, pois não saberia. Mas, como disse Paulo em sua carta aos Gálatas “trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.” (cap 6 vs17). Eu também as trago, e, como mencionei anteriormente, ficaram impressas de modo delicado e profundo em minha vida.
Outra conclusão (e esta talvez mais prática no propósito do texto) é que não devemos seguir adiante sem que uma história de amor, uma experiência pessoal e uma tradição nos acompanhem.
Muitas vezes, me pego refletindo sobre a evolução das coisas, sobre perdas e ganhos percebidos com passar dos anos, sobre o que deixou saudade, e sobre o que traz alívio de não mais existir. Às vezes, a gente diz “que bom que já passou”, em outras a gente diz “que pena que não volta mais...”. É a vida, é o que se experimenta por continuar vivendo. E a reflexão traz emoções à tona, porque, como bem dizemos: recordar é viver.
E, para finalizar, eu diria que mesmo com toda liberdade, com tudo que vimos conquistando como humanidade, com todos os aspectos positivos das inúmeras pesquisas científicas, avanços tecnológicos e da visão de espiritualidade contemporânea, ainda assim, é na tradição que deveríamos sustentar tudo de novo que construímos. É como uma casa sobre uma rocha.
Por isso, acredito que não vale a pena negligenciar um modelo tradicional de família, de comportamento e de sociedade só porque pode parecer “démodé”. Disciplina, organização e rotina são temperos, e ajudam, por exemplo, nossos filhos a sentirem-se seguros e amados. Talvez não devamos antecipar as novidades pensando que nos ajudam a interagir com a realidade deles, evitando que se distanciem, ou não sigam o caminho do que faz sentido para nós. Eles amarão o que valorizarmos na proporção que perceberem o quanto faz diferença em nós, e nos torna melhores pais, melhores pessoas, nos torna gente que vale a pena.
As mudanças são como águas tempestuosas nas portas do mundo. Não há como fugir de muitas delas, e nem motivo para reagir preconceituosamente contra outras; mas há que se manter sustentados, não por paradigmas inegociáveis, mas por aquilo que nos tocou, por aquilo que ainda nos emociona ou por aquilo que nos traz esperança.
Deus nos abençoe.
segunda-feira, maio 23, 2011
Por Um Mundo Melhor
sexta-feira, maio 20, 2011
Uma Breve Reflexão...

terça-feira, maio 17, 2011
Sobre a Mediocridade e Minha Intolerância
Preciso melhorar.
Minha verdade não é absoluta, tal como é certo que colocar a culpa nos outros me deixa mais confortável. Contudo, ainda incomoda...
Mas ando frustrada com as incoerências, superficialidades e falta de bom senso que me rodeiam.
Sem muita profundidade, poderia começar falando sobre o conteúdo dos sites de relacionamento. Convenhamos: certas postagens são totalmente desnecessárias e desprovida de bom senso, não acham? Permitam-me uma catarse pessoal, quase terapêutica, para desafogar a garganta: quem disse pra essa “galera” que eu estou interessada em saber exatamente tudo o que eles estão fazendo ou pensando? A opção do site é sugestiva, não mandatória. Certamente, cabe um critério mínimo de ética! Será que é assim tão difícil fazer um filtro rápido das informações e pensamentos, cuidando em postar aquilo que de fato acrescente (em valor), que seja útil, agradável e digno de ser compartilhado? Sabe de uma coisa? sou exigente demais com as pessoas. Não as discrimino, mas acabo julgando suas atitudes pelas minhas medidas. Isto não é bom.
Perdoem, mas não consigo evitar a reflexão.
Onde será que residem os fundamentos, os alicerces pessoais e os valores da construção desses perfis? Gente adulta, que ainda pensa como criança mimada, e acha que pode sair por aí alimentando suas vaidades imaturas, escancarando sua intimidade como quem joga lixo pela janela! Alguém poderia argumentar: estão apenas se divertindo! Que bom. Então, quando eles não estiverem brincando de viver, também poderão compartilhar coisas de valor? Muito bom. Vou esperar. Quem sabe não acabo me surpreendendo?!
Sabe de outra coisa? Quando eu não concordo, acabo sendo cínica. Que coisa feia!...
Mas sabe o que me frustra mesmo? A constatação da mediocridade entre os que convivem comigo, ou que, pelo menos, são parte do mesmo ambiente social, do mesmo grupo e comunidade.
Você sabe o que é ser medíocre, não sabe? É não ter valor expressivo, é ser trivial, banal. Segundo o Aurélio (dicionário), medíocre significa sem relevo, comum, ordinário, vulgar.
Gente medíocre é aquele tipo de gente superficial. Suas relações e seus valores baseiam-se nas coisas, nas aparências, na verborréia bonita, num perfil atualizado para “mostrar” quanto e o que se tem, que lugares freqüenta, e com quem se envolve. Recentemente, este tipo de gente subiu ao pódio (copiando o comentário de alguém). Seus relacionamentos não se resumem no afeto recíproco, na convivência em si, mas nos interesses subliminares, no status que o outro pode lhe oferecer, mais ou menos como o provérbio da vovó, só que adaptado para a era do marketing pessoal: “diga-me com quem tu andas, e direi quem tu és” (mas só serve para projeção e escalada profissional e social). É gente “Maria-vai-com-as-outras”... (Que me perdoem as Marias de valor!). Isto é ser medíocre.
Gente que não tem muito a oferecer, mas age e fala como se soubesse de tudo. Gente que, na hora de tomar partido a favor do menos favorecido, na hora de pagar pra ver, se omite, foge ou finge fazer coisas na carona de outros! Gente que não imprime esforço nem qualidade naquilo que não dá ibope... Gente que não faz diferença, e que trata a vida não como um dom, mas como uma fonte de recursos para satisfazer seus prazeres e vaidades. Gente que não vive pra servir não serve pra viver...
Mas nós precisamos de nossos relacionamentos, da convivência com iguais e diferentes, de afinidade e comunhão, pois estes são ingredientes que tornam a vida saudável, e completam o propósito de uma vida abundante. Nenhum ser humano tem poder de soprar sentido na vida do outro. Por maior energia que consigamos emanar, não somos Deus. Não somos Deus também porque é muito difícil pra gente separar a pessoa de suas práticas e seus comentários, de sua evidente escala de valores que tanto nos frustra.
Não sou Deus, mas a minha vida deve refletir atitudes de quem tem Deus dentro de si, e acredito que este é o espaço de manifestação do Espírito Santo em mim. Minhas referências são os exemplos de Jesus, já que, para mim, Ele foi a “exata expressão de Deus”, n’Ele Deus se revelou e me mostrou o caminho a seguir. Confesso que preciso diariamente rever o aprendizado deste caminho...
(1) João, em sua visão, teria recebido do anjo a incumbência de enviar cartas de revelação às supostas igrejas da Ásia (que deveriam ser as comunidades do início do cristianismo que moravam naquela região - ver Apocalipse 1:11). Uma das igrejas chamava-se Laodicéia (atualmente, Lataquia, na Síria – se houver curiosidade, vejam http://pt.wikipedia.org/wiki/Lataquia).
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