sexta-feira, março 20, 2015

Queria Saber como é ser diferente....



Não quero mais a pretensão das minhas teorias. Elas nunca se aplicam à realidade dos outros, e, na prática, acaba sendo frustração.
Eu sei... Vai ser difícil lutar contra meus "achismos", afinal, eles já estão impregnados no meu jeito de ser; mas eu queria tentar.
Queria tentar mais despojamento e menos "análise das situações", uma certa dose de  descompromisso, menos impressões, menos considerações... Talvez  trouxesse  maior leveza nas relações.
Olhando ao meu redor, fico imaginando se não conseguiria ser intensa e profunda sem imprimir tanta responsabilidade naquilo que pode simplesmente acontecer por conta do acaso. Queria aprender de verdade que não dou conta de me carregar assim, tão densa.

Queria praticar o ¨laissez faire,laissez passer,le monde va de lui-même"

Vou tentar. Não sei se vai funcionar. Sinto que o maior obstáculo que vou enfrentar serei eu mesma...  Mas não é assim que a gente vive? Numa batalha diária contra o "EGO"?  Ah, não?!?!?  Xiiiii De cara, minha premissa é errada? Definitivamente, isso não vai dar certo!

Desisto.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

CAÇADORES DA ARCA PERDIDA


Sabe de uma coisa? Somos todos caçadores da arca perdida.
Da série de filmes de Indiana Jones, todos conhecem o clássico “Os Caçadores da Arca Perdida”. Mas não sei quantos igualmente conhecem a história que inspirou esta produção de George Lucas. 
De qualquer modo, cabe um breve panorama para situar o texto:

Bíblia Sagrada, Velho Testamento, especificamente no livro de Êxodo. 
Aqui encontramos algumas descrições da chamada “Arca da Aliança”. Uma história intrigante, repleta de simbologia e muito emocionante. A construção, as medidas, os objetos usados e armazenados na Arca, tanto quanto os rituais, são detalhes incríveis e significativos para o povo e para a história. É fascinante. Vale a pena a leitura.

Na história da saga do povo judeu, esta Arca é tratada como objeto sagrado – senão o mais sagrado de todos - pois é a própria presença de Deus na Terra. Dentro dela, teriam sido guardados o livro (ou a tábua) dos Dez Mandamentos, a Vara de Arão e o pote do maná caído no deserto. 
Conta-se que a simples presença da Arca era suficiente para que pequenos hebreus aniquilassem exércitos inimigos inteiros! Tocá-la, nem pensar! Quem a tocasse, se impuro, morreria - por isso existiam varas para seu transporte. Ela foi transportada durante toda a peregrinação do povo até a “terra prometida”, juntamente com o tabernáculo, seguindo todo um ritual (1) de instrução divina.

No início do reinado de Davi, a Arca foi levada para Jerusalém, onde ficou guardada em uma tenda permanente. Foi quando Davi começou a planejar a construção de um grande templo para guarda-la, mas, com sua morte, esta obra passou às mãos de seu filho – Salomão. Dentro do “oráculo” do templo construído por Salomão, a arca permaneceu durante quase todo período monárquico, sendo um dos elementos centrais dos cultos. Somente os denominados “levitas” (guardiões do tabernáculo), o Sacerdote, e o próprio rei poderiam ficar diante dela.
Segundo alguns estudiosos, Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu e tomou a cidade de Jerusalém, e o relato bíblico menciona um grande incêndio que teria destruído todo o templo. A Arca desapareceu da narrativa a partir deste ponto. Não há certezas sobre sua destruição, contudo, em uma de suas visões no livro de Apocalipse (2), João relata ter visto a Arca da Aliança no templo de Deus, o que leva alguns fiéis a acreditarem que dada à sua importância simbólica e de seus objetos preciosos, Deus haveria levado a arca para um lugar onde nenhum ser humano pudesse encontrá-la e destruí-la.
Há os que acreditam que a Arca está escondida embaixo do Monte onde se encontra a mesquita sagrada de Jerusalém, e teria sido lá enterrada antes que Nabucodonosor pudesse roubá-la. Mas a comunidade muçulmana local não permite que o território seja escavado.
Enfim, são muitas as teorias, como, por exemplo, a de um enigmático pergaminho de cobre encontrado no Mar Morto - que seria um mapa com detalhes da localização de vários tesouros preciosos tirados do Templo antes da chegada dos Babilônicos, incluindo a Arca da Aliança. Fato é que a Arca da Aliança é um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados até os dias de hoje. Em alguns museus, existem  até réplicas baseadas nas descrições bíblicas, mas a verdadeira jamais foi encontrada.

Pois bem...
Uma história (qualquer história) não deve ser considerada como um conto desprezível, jogado na cronologia, assim, do nada. Sempre vale uma mínima reflexão. Mesmo porque uma história desprezível não sobreviveria por tantos séculos. Obviamente, com as interpretações, muito se perdeu, outro tanto provavelmente se acrescentou, adaptações em causas próprias foram sendo feitas, etc,  mas o seu valor se perpetuou por gerações.

Agora, gostaria que você me acompanhasse nesta reflexão.

Não pretendo ser imparcial. Posso dizer que aposto minha fé (menor que um grãozinho de mostarda) nesta intrigante, bela e significativa história! Permitam-me, portanto, uma certa dose de irracionalidade, pois, em parte, quem vai falar é meu coração!

Diga-me: Onde está o seu tesouro? E qual é ele, ou quais são eles? O que você busca incessantemente na vida? A tal felicidade? Coisas que tragam significado, que ocupem seu tempo e não sobre espaço para solidão, depressão e todos os males que assombram a alma? E você sabe onde encontrar essas coisas? 
Você, eu, todos nós; ninguém está sozinho neste deserto de peregrinação humana. Se formos sinceros, haveremos de reconhecer que vivemos com o coração de quem caminha ainda na direção de uma “terra prometida”, um lugar de paz, onde o vazio que tanto nos incomoda finalmente encontre uma resposta segura e definitiva. Enquanto peregrinamos, o que nos sustenta é acreditar, cada um a seu modo, que alcançaremos nosso "potinho de ouro". Sobrevivemos numa jornada onde enfrentamos o desconhecido todos os dias, com fé de que nossos esforços e desafios vencidos nos levarão ao final do arco-íris.

Bom... Se Onde está o teu tesouro, ali está também o teu coração(3), vejamos:


  • Onde temos colocados nosso coração?
  • O que nos parece capaz de saciar a sede da alma?
  • Quais pensamentos nos ocupam a mente quando imaginamos coisas que fariam com que nos sentíssemos realizados?
  • O que nos motiva e nos "tira" da cama todos os dias?
  • Em nome de que aceitamos sofrer calados ou por que causa lutamos até a morte?




Respondendo estas perguntas talvez consigamos desvendar nossos reais tesouros, e, assim, compreender porque nosso coração tanto se angustia, e as causas dos nossos muitos males...


A vida será sempre um deserto de dias difíceis e com noites frias e escuras.
Todos os dias, das mais variadas formas e nas mais diversas situações, enfrentamos inimigos e desertos, situações e coisas difíceis ou perigosas, e até pessoas que - intencionadas ou não -  acabam sendo ladrões de nossa paz e bens.
Percebi que somos caçadores de uma arca perdida, mas podemos viver com a certeza de quem segue a jornada com a arca no arraial!

Se o nosso coração estiver posto em tesouros de valores não contáveis, se os nossos pensamentos e motivações diárias forem propósitos de vida que nos conduzam ao outro, aos que amamos, ao bem comum, assim nossa alma será mais facilmente saciada e nossa segurança e paz não mais estarão em potinhos de ouro, mas sim na simples presença desta "arca", a nossa “Arca da Aliança”! 

“Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. (Livro de Hebeus, cap 8 vs 10)

Sabe como interpreto isso?
As leis, os valores, os direcionamentos de vida, todos os códigos de comportamento não mais estão dentro de um objeto sagrado, fora de nós; eles estão em nossos corações, "o sagrado" está em nossas vidas! O maior tesouro é esta presença em nós.


Aproveitemos que as celebrações da PASCOA estão próximas para sermos contaminados com esta mágica experiência. Pense: Na ressurreição de Jesus Cristo, tudo ganha nova perspectiva. Dos planos sobrenaturais de Deus, renasce a vida, e refaz-se a aliança! Jesus foi Deus encarnado para habitar entre os homens e por eles "morrer", ou melhor, passar pela morte.Agora, Jesus é como o Sumo-sacerdote, aquele que nos concede "acesso" à presença do Divino, ao nosso Tesouro. Mesmo humanos, impuros, podemos “tocá-lo”, sem temer a morte. Jesus veio e experimentou a morte  para que nossa vida fosse abundante, e nos deixou o Espírito Santo para ser diariamente a nossa arca!

Reconheço que temos esta tendência pela busca de uma arca perdida, por “achismos” e teorias frágeis ao sofrimento, mas oro para que, em minha vida, os desertos sejam acompanhados pela nuvem do amor de Deus que ameniza o sol quente, e pelo fogo divino que ilumina o caminho a seguir, e dissipa as dúvidas. Que todos os meus dias sejam batalhas vencidas pela presença real do único e verdadeiro Deus, dentro de mim, pois eu encontrei a Arca do Tesouro!
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(1) Sempre que a nuvem erguia sobre o tabernáculo os israelitas seguiam viagem, mas se a nuvem não se erguia, eles não prosseguiam. De dia a nuvem do Senhor ficava sobre o tabernáculo para proteger os israleitas do sol e durante a noite havia fogo na nuvem para protegê-los do frio.” (Êxodo 40, vs 36 a 38)
(2) Apocalipse 11:19 "E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi vista no seu templo..."
(3) Mateus 6:21

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Simplesmente Complicado....

O que me encanta geralmente é simples, embora profundo e enriquecedor. Não se exibe inconsequentemente para forçar aplausos, mas revela-se de modo natural. Pode ser sutil ou catártico, pontual ou habitual, mas será inevitavelmente intenso e transparente. O que me encanta é simplesmente complicado...

segunda-feira, setembro 01, 2014

Fé, Esperança e Amor



Ouvir Deus não faz de mim um vidente, nem um ser iluminado. Apenas alguém consolado diariamente pelo seu Espírito, fortalecido por suas promessas  e renovado por seu amor e perdão. Alguém guiado pelas três coisas descritas no trecho em referência acima: pela fé, pela esperança e pelo amor!

Qualquer que seja o fio que te conduz à fé, creia que a carga tem a ver com a qualidade da ligação, e não com o nome que damos à fonte. Até porque, Deus não muda de identidade conforme a nomenclatura, e nem o seu poder e glória dependem do nosso reconhecimento. Deus é. Simples e complicado assim. E nenhuma inteligência humana tem poder para mudar isso. 

Crentes, ateus e agnósticos são opções variadas do olhar livre do homem diante da perplexidade da vida. Já o olhar do sobrenatural é imutável, intangível e imensurável. E os Seus caminhos continuarão misteriosamente insondáveis até que ELE mesmo venha a se revelar – seja como for!


terça-feira, agosto 26, 2014

O Propósito da vida tem um solo fértil...

Hoje, assisti dois filmes, com enfoques diferentes, mas dentro de uma mesma temática:  vida, sofrimento, morte, fé  e eternidade.  
Não classificaria nenhum dos dois com cinco estrelas, mas serviu para, no meu tempo livre, refletir sobre esta inevitável “agonia” de todos nós. Quanto mais ”madura” fico, mais dedico tempo para reflexões do gênero. Fato. Mas também percebo que fico mais flexível. Isso deve ser bom...

Ateus, agnósticos, beatos, consolados, esclarecidos, enfim, ninguém pode afirmar-se  100% dono da verdade (tudo bem que alguns estão quilômetros de distância da razoabilidade de uma, mas não vem ao caso.) Aqui, não me refiro a fé pura, simples e profunda,  que eu projeto inclusive (e principalmente) nas minhas dúvidas, e que me traz paz que excede o entendimento restrito humano. Refiro-me a tudo que a temática religiosa envolve.

Resistir ao desconhecido, numa vã tentativa de negá-lo,  ou  rotular-se como dono de todas as respostas,  da revelação sobre todos os mistérios e toda ciência,  mostrando-se sábio aos nossos próprios olhos, faz de nós solos  compactados, sem porosidade, que só servem  para ser cimentado.
O reconhecimento ou constatação de nossa  insignificante proporção diante da grandeza da vida não nos impede de grandes feitos, pelo contrário, nos deixa leves, como um solo arado, exposto aos raios do sol, sensíveis aos nutrientes , e férteis para a semeadura. Não deveria haver terra árida ao nosso redor, se fizéssemos jus ao propósito da vida.

Os grandes filósofos que tanto questionaram a existência  serviram mais de adubo para a humanidade e para sua transcendência que qualquer radical desnutrido -  quer se auto proclamassem do lado de Deus (do bem) ou de qualquer outro lado.

As grandes questões sobre a vida  perderam algumas bandeiras e mitos, mas na verdade ainda não findaram, e nem mudaram o seu foco.  O posicionamento do homem  diante delas talvez.  Sempre teremos grandes perguntas, e pequenas -  às vezes frágeis  -  respostas.  Por isso, o que nascer e crescer  em nós e a partir de nós revigorará muito mais a caminhada de fé  que nosso próprio discurso.  

Os enigmas da humanidade permanecerão arando solos. Assim foi, e seria bom que assim pudesse sempre ser. Ainda que seja  revelado ou profetizado em parte,  seremos sempre como meninos diante da plenitude do que é perfeito, e ainda desconhecido. Face a face deve ter sido antes do útero, e deverá ser depois da morte. No corpo, só vaidades e aflições de espírito, como diz a poesia bíblica.

Mesmo existindo uma verdade absoluta,  o caminho que leva a ela não deve ser radical, deve ser um caminho de solo sempre arado. Sair proclamando ou repetindo "verdades" que nem eu mesmo entendo ou pratico não é semear, é tolice. 
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer, o tolo, porque tem que dizer alguma coisa" (Platão)

Espero ter dito alguma coisa que faça sentido! :)


Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...