Eu queria ser bonita assim, como nos takes das luzes, como na pose das fotos, como no retoque dos filtros... E como meus amigos dizem nos posts.
Mas quando eu era visualmente quase irretocável, eu nem era bonita, sabia? Tenho a sensação de eu era só agradável aos olhos e cheia de sonhos e expectativas . Hoje , eu já não tenho mais tanta expectativa, mas guardo sonhos a sete chaves, sonhos que tem a ver mais cara de causas, que não se resumem a mim, mas a uma vontade de fazer diferença e sentir-se mais que sobrevivendo ao caos... Sabe o que mais? Sou vista e olhada por tantas diferentes óticas, que hoje retribuo só aos que de verdade me enxergam! Aprendi.
Num mundo de black mirror, para agradar aos olhos, valho-me dos efeitos, já que são inúmeros! Mas, vivendo, na real? De que me valem os efeitos? As luzes se apagam, e o dia amanhece. De repente, cá estamos nós: eu e meu espelho. Daí, é quando percebo que "amadureci" de um jeito "maracujável" de ser, e que o meu "bonito" já não mora mais no espelho.... Então, eu preciso de óculos; óculos com lentes dimensionais, que transcendam a visão estética, e projetem o invisível aos olhos.
É, eu queria ser assim,essencial, mesmo que invisível aos olhos, porém devidamente enxergada!
"Two roads diverged in a wood, and I... I took the one less traveled by, And that has made all the difference." (Frost)
quarta-feira, junho 13, 2018
segunda-feira, junho 11, 2018
Viver, Conviver e Ecoar
Relacionamentos pressupõem dimensões humanas visíveis e
invisíveis; ignorar seus enigmas e subestimar seus impactos comprometem estruturas
emocionais e fomentam suposições e perturbações.
Bom seria se investíssemos tempo e energia em buscar conhecer nossas próprias
dimensões; e, assim, teríamos a sensibilidade devida para promover a sintonia
adequada nos conflitos inevitáveis do dia a dia; ecoando no outro sentimentos
que transcendem rotinas e fatos. Somos mais do que esta matéria temporária aparenta ser, e podemos ir além de nós mesmos; podemos ligar e desligar percepções, forças e sentimentos transformadores. Turn you on!
quarta-feira, maio 16, 2018
terça-feira, abril 10, 2018
Instinto e Sabedoria
O que fazer com a experiência que a
gente adquire nos relacionamentos e nos ambientes, e que, processada em nossa
sensibilidade, gera em nós a noção pertinente para identificar riscos, perceber
ciladas e intuir situações com a devida idoneidade? Sabe aquele instinto apurado? Pois é... Devo
dizer que esta competência é uma
verdadeira saia justa.
Sair
dando a nossa opinião não é uma opção que traga boa reputação, mas a gente só
aprende errando. Não são raras as vezes em que busco outras literaturas ou
artigos específicos de profissionais já legitimados pelo tempo, experiência ou
até mesmo “fama” para espalhar minha opinião. Destas, inúmeras refletem ”ipsis litteris” o meu pensamento, porém fico
a dever pela “não referência bibliográfica”, então, navego na onda de
pensadores consagrados.
Com o passar do tempo, um gosto amargo de frustração vai incomodando minha “voz”, e sinto-me desmotivada.
Com o passar do tempo, um gosto amargo de frustração vai incomodando minha “voz”, e sinto-me desmotivada.
É quando, então, recolho-me (ainda que
só mentalmente) para refletir sobre minhas motivações, vaidades e propósitos, e,
neste campo de concentração, busco novo entusiasmo; porque a frustração é um
caminho ladeira abaixo, e se eu quiser , um dia, ter mais que licença poética,
e ser referência bibliográfica, a
direção é permanecer avante, nunca ruir.
Daí, meu instinto fica descontaminado, e de apurado passa a ungido pelo santo bálsamo
da paciência, que é uma porção da sabedoria. E o silêncio da espera pelo tempo certo das coisas me faz parecer sábia.
quinta-feira, março 22, 2018
A Metade do Caminho

A metade de qualquer caminho é, invariavelmente, um momento de desânimo. Geralmente estamos tão longe de onde partimos, que não mais conseguimos ver o que já deixamos para trás, e nosso alvo ainda não está claramente visível para nos encorajar a seguir. A sensação é de que falta muito para quem já caminhou tanto...
Qualquer caminhada, qualquer coisa com a qual se sonhou, qualquer estrada que seja fruto de uma decisão, de um esforço, de uma busca. O meio entre o que nos falta e o que já temos será sempre uma fase delicada do processo.
Sempre vamos estar na metade de “alguns” caminhos.
Qualquer caminhada, qualquer coisa com a qual se sonhou, qualquer estrada que seja fruto de uma decisão, de um esforço, de uma busca. O meio entre o que nos falta e o que já temos será sempre uma fase delicada do processo.
Sempre vamos estar na metade de “alguns” caminhos.
As diversas áreas de nossas vidas são como diferentes caminhadas emocionais, profissionais, sociais, etc. Por mais que nos planejemos, nem sempre acertamos ao mesmo tempo a carreira, o amor, a maternidade e o equilíbrio espiritual. Não há como garantir que elas aconteçam simultaneamente, sem conflito.
“I stand upon my desk to remind myself that we must constantly look at things in a different way. When you think you know something, try to look at it in a different way” (John Keating, personagem de Robin Williams no filme Sociedade dos Poetas Mortos)
Traduzindo, seria algo parecido com o seguinte: “Estou em pé aqui nesta mesa para lembrar a mim mesmo de que devemos constantemente procurar olhar para as coisas e circunstâncias numa ótica diferente. Quando achamos que conhecemos alguma coisa, que tal tentarmos olhar para ela de um modo diferente?”
O meio do caminho é propício para conhecer novas opiniões e experiências, ler um livro, ver um bom filme, trazer à memória o trajeto já percorrido, para assim, quem sabe, poder olhar a situação e o caminho de uma diferente perspectiva. A decisão poderá ser de prosseguir revigorado, redirecionar o alvo ou simplesmente desistir.
O ideal é que qualquer decisão não seja fruto do cansaço, da solidão, nem do egoísmo de quem acredita só no que está vendo, na visão de uma única janela. Haverá sempre diferentes perspectivas. Às vezes, pode ser simplesmente ouvir o outro, compartilhar uma ideia ou uma boa e restauradora noite de sono.
Seja qual for o momento da vida, o trecho da estrada, é imprescindível buscar entusiasmo. (No grego, de onde se deriva, entusiasmo é enthusiasmós. Ela se compõe de três partes: en (em) thu (abreviação de theós=Deus), e mos (terminação de substantivos). Entusiasmo significa, portanto, ter um Deus dentro, ser tomado por Deus. Não é uma intuição fantástica?
Por mais banal que possa lhe parecer uma atividade, quando você se abre positivamente a respeito, buscando o olhar menos óbvio e cansativo, você é invadido por uma plenitude espiritual que traz paz, que te entusiasma, dá voz a Deus em você.
De repente, você está se desanimando, e pode estar na metade de onde pode chegar... Ah! Mas é só a metade?! Pode ser, mas é um caminho. Preste atenção, mude o foco, e entusiasme-se!
“I stand upon my desk to remind myself that we must constantly look at things in a different way. When you think you know something, try to look at it in a different way” (John Keating, personagem de Robin Williams no filme Sociedade dos Poetas Mortos)
Traduzindo, seria algo parecido com o seguinte: “Estou em pé aqui nesta mesa para lembrar a mim mesmo de que devemos constantemente procurar olhar para as coisas e circunstâncias numa ótica diferente. Quando achamos que conhecemos alguma coisa, que tal tentarmos olhar para ela de um modo diferente?”
O meio do caminho é propício para conhecer novas opiniões e experiências, ler um livro, ver um bom filme, trazer à memória o trajeto já percorrido, para assim, quem sabe, poder olhar a situação e o caminho de uma diferente perspectiva. A decisão poderá ser de prosseguir revigorado, redirecionar o alvo ou simplesmente desistir.
O ideal é que qualquer decisão não seja fruto do cansaço, da solidão, nem do egoísmo de quem acredita só no que está vendo, na visão de uma única janela. Haverá sempre diferentes perspectivas. Às vezes, pode ser simplesmente ouvir o outro, compartilhar uma ideia ou uma boa e restauradora noite de sono.
Seja qual for o momento da vida, o trecho da estrada, é imprescindível buscar entusiasmo. (No grego, de onde se deriva, entusiasmo é enthusiasmós. Ela se compõe de três partes: en (em) thu (abreviação de theós=Deus), e mos (terminação de substantivos). Entusiasmo significa, portanto, ter um Deus dentro, ser tomado por Deus. Não é uma intuição fantástica?
Por mais banal que possa lhe parecer uma atividade, quando você se abre positivamente a respeito, buscando o olhar menos óbvio e cansativo, você é invadido por uma plenitude espiritual que traz paz, que te entusiasma, dá voz a Deus em você.
De repente, você está se desanimando, e pode estar na metade de onde pode chegar... Ah! Mas é só a metade?! Pode ser, mas é um caminho. Preste atenção, mude o foco, e entusiasme-se!
segunda-feira, fevereiro 26, 2018
quarta-feira, fevereiro 07, 2018
Sentir a Vida Fazendo Sentido...
Nem sempre acertamos os
passos de todas as nossas caminhadas de vida, faz parte do aprendizado. Mas não
perceber o seu movimento é uma distração, e, assim, de distração em distração,
uma hora a gente se dá conta que deixou de viver - a gente existe, mas não preenche
esta existência com vida, porque não desfruta todos os seus “sentidos”.
Nossos sentidos são a ponte
que nos leva ao mundo exterior. Olfato,
paladar, visão, audição, tato, e, quem sabe, um sexto.... Por eles, entram e
saem um mundo de experiências. E as diversas áreas de nossa vida são como
diferentes caminhadas desse mundo de muitos ensaios: pessoais, profissionais,
sociais, etc. Sentir a vida que passa
por nós é explorar todas as pontes que a ela nos une. E isso tem a ver com tudo
que experimentamos.
O sistema nervoso central
transcendente da nossa existência é nutrido por nossas relações, relações estas
que são como a conexão de todos os sentidos, que juntos pulsam energia - de
dentro pra fora e de fora pra dentro, e faz funcionar a máquina da vida. Assim,
uma vida que vale a pena é percebida integralmente - comigo, com o outro, com
os momentos, com o ambiente...
Muito dos desequilíbrios que
se evidenciam na sociedade - corrupção, depressão, violência, desvios de comportamento,
e outros - começou microscopicamente numa distração isolada deste circuito de
vida. Alguém deixou de prestar atenção em alguém que, inevitavelmente, também
parou de prestar atenção em si, e não quis mais saber do outro, e por aí foi
indo... Sabe o que costuma sobrar dessas distrações? Angústias, conflitos, feridas,
e até algumas tiranias.
Não é bom negligenciar nossas
relações. Prestar atenção nas pessoas é promover atrito positivo para gerar
combustível nos vínculos que estabelecemos no nosso dia a dia. Relações transparentes e estruturadas
são sementes de onde germinarão
indivíduos fortes, com atitudes inspiradoras e transformadoras, capazes de impulsionar
toda uma sociedade.
Flexibilizar-se para
corresponder às mudanças ao nosso redor é sentir o movimento da vida, é ouvir
muito mais do que nos é dito, é olhar além do que se mostra, e degustar aromas
e sabores sem restrição de caminhada; e isto deve se aplicar não apenas em
nossos relacionamentos afetivos pessoais, mas em todas as nossas interações
diárias – familiares, sociais, profissionais e comunitárias.
A gente tem a mania de
congelar os conceitos aprendidos em “nossa” época, mesmo que isto signifique
uma curta experiência de vida. Quanta pretensão! Negamos o testemunho extraordinário
da própria vida, e a evidência cristalina e empírica de que todos os momentos
da história carregam a potência de milhares de outras histórias e eventos passados.
Então, para que desperdiçar tanto vigor com manobras emocionais sobre pessoas,
crenças e situações, simplesmente para obter resultados que caibam no meu
entendimento de mundo, em meus (literalmente) preconceitos e interesses
limitados, se posso ir muito além do meu umbigo genético, fazendo jus à
simbologia do umbigo da alma – que é uma consciência que ecoa na eternidade!
Sabe o que diz meu sexto sentido? O
mesmo que disse Teilhard de Chardin: “Não
somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais
vivendo uma experiência humana.”. Mas
infelizmente nossa soberba chega ao ponto de considerar-se alienígena. Até que
a própria vida nos ameace com sua inexorável “lei” do retorno.
Ainda
assim, eu creio numa graça que
transborda. Mesmo que não chegue a jorrar na terra!
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