sexta-feira, setembro 17, 2010

Sobre Medos, Incertezas e Dificuldades

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Não me surpreende que sejamos mesmo assolados por medos,
incertezas e dificuldades!
Ou pelo menos, reconheço o valor de tais sentimentos
quando os vejo diante de mim.
Tenho a impressão que se faltarem, nossa massa humana sola!
O sofrimento, ou pelo menos a possibilidade dele,
é o fermento da vida.
É no contato com o sofrimento que crescemos.

(Beth)

quarta-feira, setembro 15, 2010

Cada dia, um olhar.


Há dias em que amanheço questionando tudo. Certa da minha ignorância sobre os mistérios da vida, mas, ainda assim, com uma série de pontos confusos, certezas passadas já não mais tão seguras e alicerçadas quanto antes, e teorias pessoais conflitantes sobre tudo o que parece não fazer sentido à luz da razão... Não há informação que baste.

Em outros dias, por circunstância da vida, amanheço com uma fé inabalável, daquela que remove montanhas. E, quando vejo, lá estou eu. Confiando como se nunca tivesse balançado. Provavelmente, um dia que apresente montanhas aparentemente intransponíveis, assuntos e compromissos que trazem incertezas, dificuldades, perdas, dores e medos.

Há também aqueles dias em que nada parece incomodar. O mundo acontece, apesar de mim. Não tenho tempo para as teorias, e não questiono a fé e o sofrimento. A vida me atropela com seu stress e falsas prioridades; e eu me distraio tanto na organização da rotina, que sequer percebo que sou um ser pensante. Preciso cumprir as tarefas, e sigo atrás da lista do dia com afinco.

Deve haver outras versões para os meus dias, mas acho que estas, de modo resumido, conseguem traduzir meu humor e suas variáveis. Não me refiro a minha capacidade de fazer graça, ou ironizar, falo de humor no sentido de predisposição emocional. Em uma das muitas definições, segundo o Aurelio (Dicionário), “humor é a disposição do espírito”.

Digamos, então, que o que estou tentando aqui compartilhar é que, dependendo da disposição diária das minhas emoções, o meu olhar de compreensão sobre fé, Deus, e seus derivados sofre alteração ou não existe.

Você está chocado? Eu também. Mas a verdade é que quanto mais o tempo passa e - digamos - vou amadurecendo, mais movimentadas têm sido as escalas e os acordes dessas inquietações pessoais, portanto, mais variadas as melodias dos dias...

Enfim, tenho me permitido.
Já houve um tempo em que simplesmente experimentava os costumes e aprendia os conceitos da minha comunidade eclesiástica. Isto foi lindo e valioso. Mas, agora (e olha que não é tão agora assim... Faz tempo!), diante da inevitável aculturação dos nossos filhos no caminho desta herança, e de nossas próprias experiências individuais nos relacionamentos, das descobertas pessoais profundas (fruto de verdadeiras cruzadas por dentro de nossas emoções a caminho de uma inteligência já não mais só intelectual, e também emocional); diante de tudo isto, estou me permitindo um exame de visão. Uma revisão sobre tudo que já olhei, e um novo olhar sobre o que tenho visto.

Acredito que vivendo assim, transparentemente dia-a-dia, consigo estar mais segura do meu olhar sobre os diferentes aspectos da vida, e também mais pronta para viver com “bom” humor, para aprender com os erros e acertos, com as experiências de meus filhos, com todos os que amo, e com qualquer pessoa que caminhar comigo.

Não creio que este momento me levará para algum outro lugar que não seja perto de Deus. Aliás, nada pode me separar de mim mesma, logo, nada pode me levar para longe do que já habita em mim.
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Livro de Romanos, cap 8, vers 35).
Disto estou certa, portanto, prossigo sem culpas. Mais vale a transparência que a aparência.
Só não não vale fechar os olhos. Cada dia, um novo olhar sobre Deus, sobre os mistérios, o sobrenatural... Um olhar diferente sobre a vida. Mas sempre algum olhar.

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Se você estiver disposto hoje. Eu o encorajo a ler todo este trecho da Bíblia Sagrada: Livro de Romanos, cap 8, pelo menos do verso 16 ao 39.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Fantasmas do Passado


(...)
Caminhante, são tuas pegadas o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar
Ao andar se faz caminho e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca se há de voltar a pisar
(...)
(Antonio Machado)


Qual de nós, em menor ou maior escala, não se envergonha, se entristece, ou simplesmente “prefere não lembrar” de algo ou algum momento do seu passado? Lembranças constrangedoras, dores, culpas, mágoas, etc. São os fantasma do passado.
Mas o passado pode ser uma ferramenta extremamente abençoadora, por pior que seja a história.

Sabe aquela canção?...
Quem já passou por essa vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
.”
(Toquinho&Vinícius)

É uma grande verdade!

Não é saudável ser refém de nada, nem de ninguém. Não é saudável, portanto, estar preso a algo que já foi, já passou. Se chamamos “passado” é porque passou. Se ainda me persegue, se está vivo, é presente. Isso escraviza, maltrata e deprime, logo, não é, de modo algum, uma sensação boa.

Não são raras as vezes que percebo em minha vida atitudes, tolerâncias e reflexões que são evidentes frutos do que meu passado lapidou em mim. É quase que uma herança! E pensar que eu julgava viesse a ser apenas cicatriz! Também não são raras as vezes em que o contar o que passei e fiz traz paz e esperança a outros corações! É assim que funciona, por exemplo, o fenômeno da "auto-ajuda". Na verdade, não é "auto" nada! O processo reflexivo que nos leva a constatação e solução de nossos conflitos é discretamente conduzido pela narração das experiências de alguém, mesmo que não evidentemente identificado no livro, palestra ou seja lá o que for.

Faz tempo que entendi que Deus não desiste da gente, não nos descarta, por mais “estragados” que estejamos. Ele aproveita tudo o que pode ser “transformado” para nos alimentar no futuro, e também saciar aqueles famintos de vida e de cura que cruzarão nosso caminho!

Nossa vida tem que ser contagiante e não “arrumadinha”.
Ser transformado não pressupõe violação de personalidade, nem apatia de vida. Nossa personalidade pode ser o grande diferencial, o detalhe para transformar outras vidas! Por isso é preciso prosseguir, sem fantasmas.
"Bom mesmo é ir a luta com determinação, Abraçar a vida com paixão, Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve..." (Charles Chaplin)

É preciso mudar. E alguma decisão radical talvez tenha que ser tomada para marcar o ponteiro emocional dessa virada!
Não fique vivendo à sombra do passado! Há uma vida para ser vivida e o caminho não vem pronto!

O futuro é algo que todos nós atingimos à velocidade de sessenta minutos por hora(C. S. Lewis)


Beth_Bittencourt

quarta-feira, agosto 04, 2010

O Deus que tem a minha cara


Se Deus habita em cada um de nós, é preciso ter muito cuidado com as evidências.

A chance de minhas atitudes, decisões, pensamentos e opiniões serem reflexo desta misteriosa unidade com o divino é inevitável, proveitosa e abençoadora. Mas existe também o risco de eu acreditar que tenho um Deus dentro de mim, e assumir que minhas atitudes vaidosas, preconceituosas, ou extremamente conservadoras e engessadas são revelações do caráter deste Deus. Aí, Deus seria mesmo a minha cara, tal como o “cão tem a cara do dono”! Eu o torno então escravo do meu temperamento e imponho a ele os meus próprios conceitos.

Se realmente acreditamos ser imagem e semelhança de Deus, Deus é a nossa cara. Ou melhor, nós somos a cara de Deus. Assim fica bem melhor. Nós bem que poderíamos mesmo ser a cara de Deus. Obviamente cara, aqui, não tem a ver com aparência física. As palavras, em sua origem, eram muito mais abrangentes em significado, até por serem menos diversas, e, por isso, deviam ser compreendidas em seu contexto. Assim, acredito que “cara”, ou melhor, “imagem e semelhança” talvez pudesse se referir a toda a abrangência do próprio ser divino, em sua “imagem” como, por exemplo, “o que se imaginava” a seu respeito, em sua totalidade – como Deus era, o que fazia, do que gostava, o que pensava sobre as coisas, etc. Deus, ao fazer do homem sua imagem e semelhança, imprimiu nele todos esses aspectos do seu ser.
Como reza o dito popular: pelo fruto se conhece a árvore. Logo, toda pretensão humana de igualar-se a Deus, de falar e agir em nome d’Ele ou negá-lo na visão de ser deus de si mesmo; tudo isto é posto à prova pelo próprio fruto. Daí, termos chegado aonde chegamos com a humanidade.

Culpar Deus, em sua essência e divindade, pelo caos do universo não seria, digamos, no mínimo, justo. Deus, em sua onisciência, talvez já tivesse tudo isto em conta - não sei; mas, dentro desta estrada de livre arbítrio, o risco era iminente.

Li um comentário do Pr. Ed René Kivitz, onde ele dizia que para Deus não faz a menor diferença se eu creio ou não n’Ele, mas para mim faz. Ou seja, o fato de eu crer ou não em Deus, não muda Deus, mas muda a minha vida. Muda o meu pensar, o meu agir, decidir, enfim, muda uma série de questões no meu existir. Muda meus relacionamentos.

Mas sempre vai existir aquele tipo ensimesmado; que prefere andar cheio de “si” que sentir-se entusiasmado (cheio do divino), e sustenta atitudes que só geram frutos para sua solidão. Simples conseqüências do seu livre arbítrio, e não a imagem de Deus.

Ah, mas os que escolhem o melhor caminho terão sempre a paz do bom fruto. E ainda que o caminho não se revele de cara o melhor, será o melhor só por ser de paz, e se revelará perfeito no tempo certo, pois será a escolha que Deus faria, o que Ele "imaginava" pra mim e pra você, pra todos nós.

Nós somos a cara do deus que temos dentro de nós. E Deus é, em essência, tudo o que precisamos para ser gente, resolvida e feliz, que leva um pro outro a imagem, a mão e o reflexo do eterno.

Se Deus habita em nós, o céu é aqui e agora. A eternidade é uma outra história, e também um outro mistério...

Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância!”

terça-feira, junho 29, 2010

Meu Pai Faz 80 Anos

"Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal..." (Belchior)


Ao se construir uma família, há que se ter em conta sempre um milagre. Não aquele fruto de um mega acontecimento, do tipo que se torna notícia, mas o miraculoso efeito das coisas simples e bonitas como amor, o bem-querer, os esforços diários na realização de um sonho ou de um propósito de vida... O milagre que acontece todos os dias quando alguém acredita em si mesmo, no outro, naqueles a quem ama, e naquilo que dá sentido a sua vida.
Acredito que o milagre da família é fruto de quem acredita na convivência dos diferentes que se amam, que apostam suas fichas pessoais no investimento diário e flexível de seu tempo, paciência, economias, projetos; o milagre que acontece quando há uma vontade de fazer dar certo, de não deixar que a vaidade fale mais alto e que o orgulho roube suas chances de felicidade... O milagre que a contece quando há perdão, quando há recomeço (mesmo que quase diariamente). Lembro-me que não foram poucas as dificuldades (de todos os tipos) enfrentadas por meus pais, e posso também lembrar com exatidão quantas vezes, em meio a algumas dessas dificuldades, não lhe faltava o sorriso, a brincadeira divertida, o agrado, e o tempinho rápido, roubado do sono ou do banho tranquilo, para uma atenção carinhosa...

Por dificuldades bem menores, mas pela pouca sabedoria, muita vaidade pessoal e falta de fé, já vi gente quase "esmurrar" filhos e cônjuges.

Ao se contruir uma família, há que se deixar contaminar pelo sonho de todos, e, finalmente, usufruir do grande milagre que é poder assistir a própria família ir nascendo, crescendo e acontecendo cheia de saúde, do corpo e da alma.

Hoje, meu pai completa 80 anos de vida. Sei o quanto ele perdeu no caminho, mas vi que ele não se perdeu no caminho. Imagino que dentro dele deva existir sonhos não realizados, frustrações pessoais, fraquezas e tristezas comuns a todo nós peregrinos no planeta terra. Considerando que a época dele não foi exatamente marcada por buscas do auto-conhecimento, nem marketing ou coaching pessoal, eu diria que, ainda assim, mesmo perdendo coisas pelo caminho, ele colheu pequenos milagres no dia-a-dia de seus 80 anos de vida, e me inspirou a estar atenta a eles, e procurar neles a sabedoria para minha vida pessoal e em família.

Eu sou um milagre. Sou um dos pequenos milagres do meu papai...

Eu poderia ter errado bem mais que errei, e inclusive poderia ter me perdido no caminho, mas também não tenho me perdido. Tenho perseguido um ideal: milagres acontecem. E acontecem diariamente.


E eu acredito que a longevidade é um milagre. Não é o único na história de uma vida, mas é um expressivo e emocionante milagre.
Meu pai acreditava em milagres, e esperava por eles com uma paciência em forma de sorriso.

Louvo a Deus pelo milagre da vida do meu pai.

Te amo, Racnela!



terça-feira, maio 25, 2010

Programe-se, Grande Irmão!


Fico me perguntando o que leva pessoas razoavelmente esclarecidas a gastarem tanto de seu tempo assistindo a reality shows. Alguns dos modelos conhecidos até exigem dos participantes certo esforço, treinamento e preparação física para atingirem objetivos mensuráveis e talvez possam justificar os resultados e premiações (HIPERTENSÃO é um bom exemplo); mas outros - sinceramente - subestimam meu intelecto, meus valores e minha capacidade e disposição para investir meu tempo disponível com “diversão” do gênero

Os pouco fanáticos que me perdoem, mas, para isso, alienação é fundamental!

Será quanto da audiência do reality show conhece o Big Brother (personagem que inspirou o nome do programa), por exemplo?
O livro de George Orwell (1984) foi um marco na literatura de ficção, e tratava de questões nada divertidas. A intenção de Orwell foi descrever um futuro baseado nos absurdos do presente - ano de 1948 - e o título foi invertido para 1984 por pressão dos editores (dizem alguns estudiosos).
Na história de Orwell, o personagem central, Winston, escreve clandestinamente um diário, na tentativa angustiante de conscientizar os menos esclarecidos ou abastados e, um dia, conseguir denunciar toda a opressão do “Grande Irmão”. E a primeira frase que Winston escreve era justificável e é bem atual: Abaixo o Big Brother!

Estamos falando de uma crítica ao Stalinismo e ao Nazismo, a toda nivelação da sociedade, do indivíduo; eu diria uma hipérbole da história e dos personagens para evidenciar o quanto eram peças nas mãos do estado e do mercado através do controle total de suas mentes e vida, até na redução do idioma que deveriam falar.

Fala sério, pessoal!
Somos os “Grandes Irmãos” ao contrário! Vigiamos a casa, mas é a casa que influencia a nossa vida! Isto também não é saudável!

Obviamente não sou a favor de nenhum tipo de manipulação, seja ela cultural, religiosa, comportamental, etc. As diferenças e as escolhas pessoais devem ser, no mínimo, respeitadas e permitidas, mas isto é algo que acontece naturalmente, sem provocação de popularidade, supervalorização, nem “endeusamento” dos arquétipos, por piores que sejam.
É muito importante que meu filho aprenda a conviver indiscriminadamente com baixos, altos, gordos, magros, negros, brancos, carecas, cabeludos, homossexuais, heteros, radicais, flexíveis, etc., mas que isto seja aprendido em casa ou na sociedade, pelo exemplo dado, pela convivência justa e genuína, pelas oportunidades iguais, e pelo que eu mesma faço com o próximo, e não porque fica horas diante de uma programação de TV, assistindo intrigas e intimidades de egos adultos inflados que buscam fama e dinheiro fácil (convenhamos, não é difícil!), e que são incentivados a exposição de sua libido, de seu desequilíbrio emocional e de sua capacidade de “infernizar” ou sair ileso do inferno da convivência com diferentes. (Que no fundo, literalmente no fundo, são iguais.) Não deveria, mas assim tem sido.

Em minha opinião, isto é um desperdício de tempo e recurso da emissora. Mas, fatalmente, como não sou parte da audiência, não devo entender nada a respeito.
Mas entendo que é lamentável. Lamentável nos darmos conta de que o que resta de interessante na vida de tanta gente seja realmente um paredão! Ou que para os menos obcecados seja divertido e relaxante ouvir tanta “baboseira”. Desculpem o termo, mas é de fato muito descartável tudo que circula nos diálogos e conflitos dos participantes e da programação. Digo isto porque já tive a autodisciplina de portar-me e assistir alguns “capítulos”.

Sabe de uma coisa? Eu proponho a Revolução dos Bichos! Já leram? Também é de George Orwell, e bastante interessante. O livro é uma alegoria rica, de metáforas preciosas. Garanto que é divertido, interessante, e reflexivo.

Na verdade mesmo, gostaria de propor muito mais do que isso, contudo acho que seria uma proposta trabalhosa e cheia de falhas, porque tenderia a sugerir coisas que tem a ver comigo, com minhas escolhas e convicções. Mas talvez valesse a pena um esforço mínimo de cada um para buscar aquele pedacinho nosso que pode melhorar nós mesmos, o outro, os nossos, a casa, a vida, o mundo! A gente fala o que pensa, e pensa sobre o que vê, lê e conhece. Quanto mais eu me envolver com coisas boas e enriquecedoras, melhores serão minhas relações, minhas conversas, e minha troca de conhecimento. Estas coisas edificam, ou seja, constroem relacionamentos sustentáveis e de valor.

Se você ainda não é fanático, aceite meu convite e tente redirecionar sua escolha na hora de relaxar diante da TV. É um exercício de aprendizado e novas descobertas tanto na programação, quanto nas opções em casa. Eu reconheço que as notícias e os documentários muitas vezes nos deixam “pra baixo”, mas, ainda assim, a gente pode investir melhor o nosso tempo. É mais ou menos como pensar no que você faz quando falta energia. E então? O que você faz? Vai dormir?! Então vá! As vezes é melhor mesmo! Aproveite, e siga o conselho da canção de Beto Guedes:

Sim, todo amor é sagrado
e o fruto do trabalho
é mais que sagrado,
meu amor
A massa que faz o pão
vale a luz do seu suor,
lembra que o sono é sagrado
e alimenta de horizonte
o tempo acordado de viver."

quarta-feira, março 31, 2010

PÁSCOA


Parábola do Semeador:

“Eis que o semeador saiu a semear.E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 13)

Isto me faz pensar que qualquer esforço é vão se não houver uma boa terra, um coração pronto a ouvir, uma predisposição emocional, ou uma simples vontade.

Historicamente, os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação de seu povo escravizado no Egito. Cada família sacrificava um cordeiro sem mancha e passava o sangue nos umbrais de suas casas, para que o anjo da morte não tocasse onde estivesse a marca de sangue do Cordeiro.
Podemos imaginar, então, que se não fosse Jesus, a Páscoa seria um evento tipicamente judeu.
Mas a nossa Páscoa não é apenas histórica, é também e potencialmente "transcendente"! Com sentido análogo, lembramos um cordeiro que foi Deus entre os homens, e que de entre eles misteriosamente saiu, rasgando os limites do sobrenatural, vencendo a morte, e trazendo vida abundante! Jesus transcendeu a vida, e nós celebramos, na Páscoa, um novo sentido para esta vida, um sentido de "eternidade", uma vida transcendente e imanente em Deus, finita em fôlego, mas renovada em esperança, e que, seja como for, tem continuidade em sua fonte!

A forma humana que Deus escolheu para estar entre nós foi JESUS, e n'ELE resumiu os valores de diferentes culturas em uma só semente – o Amor!
Só um amor assim, misterioso e impossível de se imaginar, poderia doar-se à morte para garantir vida com abundância de sentido a todos de sua criação que abrissem a boa terra de seus corações para sua semente!
Celebrar a Páscoa, hoje, é celebrar a vida,
É celebrar a garantia de paz, felicidade
transformação e esperança
que têm aqueles que assim crêem.

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...