segunda-feira, março 14, 2011

Sobre Catástrofes e Significado da Vida

Vendo a situação da população no Japão, e recordando também outras recentes catástrofes, fico pensando quão descartável deveria ser tudo que construímos materialmente nesta vida. Pena não praticarmos isso com o devido afinco.

Responsabilidade com o próximo e com o planeta, e consequentes cuidados com a saúde e alimentação, um lugar limpo e seguro para se morar... Isto deveria nos ser suficiente.

É tudo tão efêmero que a origem da vida e seu sentido devem transcender o caos.

Como ouvi Ed René Kivitz dizer, isso aqui deve ser o avesso de alguma coisa, e esta alguma coisa eu gosto de chamar de céu!

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Chegada e Partida


Vida e morte. Chegada e partida.

Encantados, ao contemplarmos o nascimento, julgamo-nos grandes conhecedores deste habitat terreno, e nos preparamos para receber um ser para quem temos muitos planos.

Já desencantados, diante da morte, nos damos conta das reais limitações humanas, e de que nossas tentativas em busca de uma vida mais espiritualizada não têm sido suficientes para incluir a eternidade como parte de nossos planos.

Falta-nos uma fé que se revele mais empírica!

Há que se experimentar mais intensamente o sagrado. Em todos os sentidos.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Felicidade


Não importar-se com a opinião dos outros é mais que uma filosofia de vida, é um exercício diário de desprendimento e auto-confiança. Cada resultado positivo gerado por um investimento pessoal de nossas convicções solitárias (porém profundas) nos proporciona uma catarse interior inigualável, algo muito próximo a um flash de felicidade. Será que não é isso a felicidade? O privilégio de ter momentos felizes ainda que não populares?

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Digam-me:

Digam-me:

Porque quando escrevo um texto opinativo (na maioria das vezes quando é contestador e minha emoção é razoavelmente traduzida) tem sempre alguém que liga ou faz contato pra perguntar se estou bem, ou querem saber o que me aconteceu?

Será que não posso simplesmente ser impactada pelas experiências que não são necessariamente minhas? Meu blog não é meu diário. Pode até indiretamente ter um pouco dele, mas não é este o propósito e nem tem sido esta a prática.

Se for regra a arte como resultado da experiência pessoal direta, Chico Buarque jamais seria tão brilhante em retratar a alma feminina em primeira pessoa, exceto se fosse gay!

Ezra Pound dizia que os artistas são as antenas de uma raça. Logo, a empatia é uma característica positiva para quem se pretende sensível.

Agradeço a preocupação, pessoal, mas, na medida do possível, apesar das muitas dores e injustiças sociais, e de tudo que me incomoda, mas que não obstante acontece à raça humana viva... Estou bem e tenho sobrevivido.

OBS: No caso específico deste texto, ninguém precisa ter dúvida. O "eu" sou mesmo eu!

Risos. Não cínicos. Acreditem De verdade.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Entra Ano, Sai Ano...



No recomeço da contagem do novo ano é interessante notar que uma certa "magia" influencia as disposições humanas para rever a lista de prioridades, com fé e esperança renovadas, e olhar para os "feitos" e "não-feitos" com atitude de perdão consigo mesmo...

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Elogios não me envaidecem, me constragem. Fico muuuuito sem graça ao recebê-los.
Prefiro o efeito prático e emocionante deles nas pessoas e circunstâncias do que sabê-los assim, explícitos.
O que a gente é, a gente é sendo. Eu quero é ser um espelho e não um móvel polido pela vaidade.

terça-feira, novembro 23, 2010

À minha Mãe de Leite...


Certas pessoas, quando vão embora, levam um pedacinho de nós.
E, assim, a gente vai ficando desbotada, desbotada, até sumir de vez.
Mesmo que eu me esforce para traduzir, por exemplo, para meus filhos, certos momentos da minha infância, não será possível uma impressão fiel em intensidade e valor. Recordar só é viver para quem fez parte e dividiu aquele momento da história com a gente.
Mas, ainda assim, acho que é importante contar às gerações vindouras as nossas histórias e seus personagens. Trechos alegres, tristes, de sucessos ou não, há que se contar com fervor, com um coração apaixonado e apaixonante, imbuído da emoção que couber. Porque se quem eu fui e sou já não me seduz, não o fará com mais ninguém!
Influenciar pessoas e ser por elas influenciados é, de certo modo, uma tentativa de eternizar-se.
Nada é garantido, mas fica o desejo e a emoção, um dia, compartilhada. Já é alguma coisa.
Maria, muito obrigada! Fui muito feliz enquanto sonhava correndo em sua varanda que mais parecia o mundo!

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...