segunda-feira, setembro 01, 2014

Fé, Esperança e Amor



Ouvir Deus não faz de mim um vidente, nem um ser iluminado. Apenas alguém consolado diariamente pelo seu Espírito, fortalecido por suas promessas  e renovado por seu amor e perdão. Alguém guiado pelas três coisas descritas no trecho em referência acima: pela fé, pela esperança e pelo amor!

Qualquer que seja o fio que te conduz à fé, creia que a carga tem a ver com a qualidade da ligação, e não com o nome que damos à fonte. Até porque, Deus não muda de identidade conforme a nomenclatura, e nem o seu poder e glória dependem do nosso reconhecimento. Deus é. Simples e complicado assim. E nenhuma inteligência humana tem poder para mudar isso. 

Crentes, ateus e agnósticos são opções variadas do olhar livre do homem diante da perplexidade da vida. Já o olhar do sobrenatural é imutável, intangível e imensurável. E os Seus caminhos continuarão misteriosamente insondáveis até que ELE mesmo venha a se revelar – seja como for!


terça-feira, agosto 26, 2014

O Propósito da vida tem um solo fértil...

Hoje, assisti dois filmes, com enfoques diferentes, mas dentro de uma mesma temática:  vida, sofrimento, morte, fé  e eternidade.  
Não classificaria nenhum dos dois com cinco estrelas, mas serviu para, no meu tempo livre, refletir sobre esta inevitável “agonia” de todos nós. Quanto mais ”madura” fico, mais dedico tempo para reflexões do gênero. Fato. Mas também percebo que fico mais flexível. Isso deve ser bom...

Ateus, agnósticos, beatos, consolados, esclarecidos, enfim, ninguém pode afirmar-se  100% dono da verdade (tudo bem que alguns estão quilômetros de distância da razoabilidade de uma, mas não vem ao caso.) Aqui, não me refiro a fé pura, simples e profunda,  que eu projeto inclusive (e principalmente) nas minhas dúvidas, e que me traz paz que excede o entendimento restrito humano. Refiro-me a tudo que a temática religiosa envolve.

Resistir ao desconhecido, numa vã tentativa de negá-lo,  ou  rotular-se como dono de todas as respostas,  da revelação sobre todos os mistérios e toda ciência,  mostrando-se sábio aos nossos próprios olhos, faz de nós solos  compactados, sem porosidade, que só servem  para ser cimentado.
O reconhecimento ou constatação de nossa  insignificante proporção diante da grandeza da vida não nos impede de grandes feitos, pelo contrário, nos deixa leves, como um solo arado, exposto aos raios do sol, sensíveis aos nutrientes , e férteis para a semeadura. Não deveria haver terra árida ao nosso redor, se fizéssemos jus ao propósito da vida.

Os grandes filósofos que tanto questionaram a existência  serviram mais de adubo para a humanidade e para sua transcendência que qualquer radical desnutrido -  quer se auto proclamassem do lado de Deus (do bem) ou de qualquer outro lado.

As grandes questões sobre a vida  perderam algumas bandeiras e mitos, mas na verdade ainda não findaram, e nem mudaram o seu foco.  O posicionamento do homem  diante delas talvez.  Sempre teremos grandes perguntas, e pequenas -  às vezes frágeis  -  respostas.  Por isso, o que nascer e crescer  em nós e a partir de nós revigorará muito mais a caminhada de fé  que nosso próprio discurso.  

Os enigmas da humanidade permanecerão arando solos. Assim foi, e seria bom que assim pudesse sempre ser. Ainda que seja  revelado ou profetizado em parte,  seremos sempre como meninos diante da plenitude do que é perfeito, e ainda desconhecido. Face a face deve ter sido antes do útero, e deverá ser depois da morte. No corpo, só vaidades e aflições de espírito, como diz a poesia bíblica.

Mesmo existindo uma verdade absoluta,  o caminho que leva a ela não deve ser radical, deve ser um caminho de solo sempre arado. Sair proclamando ou repetindo "verdades" que nem eu mesmo entendo ou pratico não é semear, é tolice. 
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer, o tolo, porque tem que dizer alguma coisa" (Platão)

Espero ter dito alguma coisa que faça sentido! :)


segunda-feira, julho 21, 2014

Amigos Imaginários


Ah! Não venha me dizer que você nunca falou sozinho!

Adultos também têm amigos imaginários. Aliás, querem saber? Nós precisamos deles muito mais que as crianças!

Geralmente, o amigo imaginário da infância ocupa o lugar de um irmão, de uma companhia na hora da brincadeira, de um confidente enquanto o sono não vem... Coisas assim, que, mesmo nos casos  mais sérios, com um suposto embasamento psicológicos, a figura acaba relacionada com uma solução criativa do imaginário infantil para a solidão circunstancial de todos nós. E muitos de nós, adultos, ainda hoje cultivamos discretamente esta pratica.   Só que  não personificamos, não damos nomes. Sabe como é... Para não criar laços, e assumir  de vez esta loucura humana tão comum. (Risos)


Bom, mas as nossas questões são outras, bem mais profundas, e nem sempre tem a ver com ocupar o lugar de alguém, ou amenizar a solidão de uma companhia. É uma solidão que tem a ver com o universo da alma. É o que muitos chamam de “pensar alto”, mas que, no fundo, acabam ficando com aquela angústia do grito preso:  “alguém me responde,  por favor!”...

Eu penso alto com razoável frequência,  e espero respostas, e choro  como se estivesse diante da possibilidade de “sensibilizar” o coração de alguém que tivesse misericórdia de mim e fosse capaz de me ajudar a solucionar minha aflição momentânea...  Uma  enorme parte desses meus momentos acabam se tornando em “conversa com Deus” ou “oração” – como preferir.  

Evidentemente, devo dizer que a fé é um fundamento precioso para  minhas angústias, já que me traz tanta paz.   Mas também  é muito bacana perceber como a gente funciona com relação a isso.  Eu, por exemplo,  descobri alguns amigos imaginários em meio às aflições e questões angustiantes da solidão da alma.  Comigo, percebi que funciona assim: Eu oro, e Deus se revela em um  amigo/irmão visível,  em uma situação, e  também em alguns amiguinhos imaginários...  Não acredita?! Mas é  verdade.  Só que, diferente das crianças,  eles  existem (ou existiram),  e são “imaginários” porque nunca me viram, não me conhecem, não sabem que eu  existo, mas eu tenho por eles tanta admiração, respeito, gratidão e sentimento, que é quase como se fôssemos  muito íntimos.  Eles têm nome, identidade;  têm um rosto!  Eles são reais, e seus pensamentos, palavras e posicionamentos ecoam tão forte dentro de mim que transcende as definições de relacionamento  conhecidas. Por isto, resolvi chama-los de “meus amigos imaginários”, e acho que Deus aprovou, pois usou muitos deles para me trazer muitas respostas depois das nossas “conversas”...

Poderia citar alguns, mas hoje escolhi dedicar minha reflexão ao meu grande amigo imaginário – RUBEM ALVES!  Amigo, você nunca soube que eu (e um monte de outras pessoas) existia, mas eu sabia que você existia, e isso fez muito diferença pra mim!

O meu primeiro contato com os seus pensamentos praticamente  me curou.
Eu era bem mais jovem, e minhas questões relacionadas ao entendimento da vida e do Divino  borbulhavam e me davam uma sensação grande de solidão, pois, para mim, era como se tudo que ardia em  meu coração e que parecia tão verdadeiro e possível  fosse uma “aberração” ou até heresia para os que comigo caminhavam... Ler você, meu amigo, me libertou. Foi como se Deus estivesse me dizendo: “Viu? Você é normal, e tem mais gente normal como você. Fique em paz”.

Pode parecer apenas mais um texto,  mais uma homenagem bonita e merecida, mas o impacto real do eco das suas reflexões  em mim agregam tamanha intensidade a esta minha declaração que eu, por mais que me esforce, não consigo transcrever. Resta-me dizer  “Obrigada!" – A você, pelas sementes espalhadas, e a Deus, por sua vida e missão tão preciosas.

Sabe, por mais falta que você faça por aqui,  permita-me imaginar que você está muito melhor agora, pois  para quem sempre apreciou um jardim, você deve estar no paraíso! ;)

Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.” (Rubem Alves)

Valeu, meu amigo e professor. Eu acredito que você cumpriu a carreira,e, visivelmente, guardou a fé!

Ah! Um pequeno detalhe: Esta imagem da postagem é minha. Eu mesma a fotografei e ela tem um significado muito especial para mim. Por isso, faz todo sentido eu dizer: É o meu presente pra você.


Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...