"Two roads diverged in a wood, and I... I took the one less traveled by, And that has made all the difference." (Frost)
terça-feira, outubro 07, 2014
segunda-feira, setembro 01, 2014
Fé, Esperança e Amor
Ouvir Deus não faz de mim um vidente, nem um ser iluminado.
Apenas alguém consolado diariamente pelo seu Espírito, fortalecido por suas
promessas e renovado por seu amor e
perdão. Alguém guiado pelas três coisas descritas no trecho em referência
acima: pela fé, pela esperança e pelo amor!
Qualquer que seja o fio que te conduz à fé, creia que a carga
tem a ver com a qualidade da ligação, e não com o nome que damos à fonte. Até
porque, Deus não muda de identidade conforme a nomenclatura, e nem o seu poder e
glória dependem do nosso reconhecimento. Deus é. Simples e complicado assim. E
nenhuma inteligência humana tem poder para mudar isso.
Crentes, ateus e agnósticos são opções variadas do olhar livre do homem diante da perplexidade da vida. Já o olhar do sobrenatural é imutável,
intangível e imensurável. E os Seus caminhos continuarão misteriosamente
insondáveis até que ELE mesmo venha a se revelar – seja como for!
terça-feira, agosto 26, 2014
O Propósito da vida tem um solo fértil...
Hoje, assisti dois filmes, com
enfoques diferentes, mas dentro de uma mesma temática: vida, sofrimento, morte, fé e eternidade.
Não classificaria nenhum dos dois
com cinco estrelas, mas serviu para, no meu tempo livre, refletir sobre esta
inevitável “agonia” de todos nós. Quanto mais ”madura” fico, mais dedico tempo para reflexões do gênero. Fato. Mas também percebo que fico mais flexível. Isso deve ser bom...
Ateus, agnósticos, beatos, consolados,
esclarecidos, enfim, ninguém pode afirmar-se 100% dono da verdade (tudo bem que alguns
estão quilômetros de distância da razoabilidade de uma, mas não vem ao caso.)
Aqui, não me refiro a fé pura, simples e profunda, que eu projeto inclusive (e principalmente) nas
minhas dúvidas, e que me traz paz que excede o entendimento restrito humano.
Refiro-me a tudo que a temática religiosa envolve.
Resistir ao desconhecido, numa vã
tentativa de negá-lo, ou rotular-se como dono de todas as respostas, da revelação sobre todos os mistérios e toda
ciência, mostrando-se sábio aos nossos
próprios olhos, faz de nós solos compactados, sem porosidade, que só servem para ser cimentado.
O reconhecimento ou constatação
de nossa insignificante proporção diante
da grandeza da vida não nos impede de grandes feitos, pelo contrário, nos deixa
leves, como um solo arado, exposto aos raios do sol, sensíveis aos nutrientes ,
e férteis para a semeadura. Não deveria haver terra árida ao nosso redor, se
fizéssemos jus ao propósito da vida.
Os grandes filósofos que tanto
questionaram a existência serviram mais
de adubo para a humanidade e para sua transcendência que qualquer radical desnutrido
- quer se auto proclamassem do lado de
Deus (do bem) ou de qualquer outro lado.
As grandes questões sobre a
vida perderam algumas bandeiras e mitos,
mas na verdade ainda não findaram, e nem mudaram o seu foco. O posicionamento do homem diante delas talvez. Sempre teremos grandes perguntas, e pequenas -
às vezes frágeis - respostas.
Por isso, o que nascer e crescer em nós e a partir de nós revigorará muito mais
a caminhada de fé que nosso próprio discurso.
Os enigmas da humanidade permanecerão
arando solos. Assim foi, e seria bom que assim pudesse sempre ser. Ainda que
seja revelado ou profetizado em
parte, seremos sempre como meninos
diante da plenitude do que é perfeito, e ainda desconhecido. Face a face deve ter sido antes
do útero, e deverá ser depois da morte. No corpo, só vaidades e aflições de
espírito, como diz a poesia bíblica.
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer, o tolo, porque tem que dizer alguma coisa" (Platão)
Espero ter dito alguma coisa que faça sentido! :)
domingo, agosto 24, 2014
segunda-feira, julho 21, 2014
Amigos Imaginários
Ah! Não venha me dizer que você nunca falou sozinho!
Adultos também têm amigos imaginários. Aliás, querem saber? Nós precisamos deles muito mais que as crianças!
Geralmente, o amigo imaginário da infância ocupa o lugar de
um irmão, de uma companhia na hora da brincadeira, de um confidente enquanto o
sono não vem... Coisas assim, que, mesmo nos casos mais sérios, com um suposto embasamento
psicológicos, a figura acaba relacionada com uma solução criativa do imaginário
infantil para a solidão circunstancial de todos nós. E muitos de nós, adultos,
ainda hoje cultivamos discretamente esta pratica. Só que
não personificamos, não damos nomes.
Sabe como é... Para não criar laços, e assumir de vez esta loucura humana tão comum. (Risos)
Bom, mas as nossas questões são outras, bem mais profundas,
e nem sempre tem a ver com ocupar o lugar de alguém, ou amenizar a solidão de
uma companhia. É uma solidão que tem a ver com o universo da alma. É o que
muitos chamam de “pensar alto”, mas que, no fundo, acabam ficando com aquela
angústia do grito preso: “alguém me
responde, por favor!”...
Eu penso alto com razoável frequência, e espero respostas, e choro como se estivesse diante da possibilidade de “sensibilizar”
o coração de alguém que tivesse misericórdia de mim e fosse capaz de me ajudar
a solucionar minha aflição momentânea...
Uma enorme parte desses meus
momentos acabam se tornando em “conversa com Deus” ou “oração” – como preferir.
Evidentemente, devo dizer que a fé é um fundamento precioso
para minhas angústias, já que me traz tanta
paz. Mas também é muito bacana perceber como a gente funciona
com relação a isso. Eu, por
exemplo, descobri alguns amigos
imaginários em meio às aflições e questões angustiantes da solidão da alma. Comigo, percebi que funciona assim: Eu oro, e
Deus se revela em um amigo/irmão
visível, em uma situação, e também em alguns amiguinhos imaginários... Não acredita?! Mas é verdade.
Só que, diferente das crianças, eles existem (ou existiram), e são “imaginários” porque nunca me viram, não
me conhecem, não sabem que eu existo,
mas eu tenho por eles tanta admiração, respeito, gratidão e sentimento, que é
quase como se fôssemos muito íntimos. Eles têm nome, identidade; têm um rosto! Eles são reais, e seus pensamentos, palavras e
posicionamentos ecoam tão forte dentro de mim que transcende as definições de
relacionamento conhecidas. Por isto,
resolvi chama-los de “meus amigos imaginários”, e acho que Deus aprovou, pois usou
muitos deles para me trazer muitas respostas depois das nossas “conversas”...
Poderia citar alguns, mas hoje escolhi dedicar minha
reflexão ao meu grande amigo imaginário – RUBEM ALVES! Amigo, você nunca soube que eu (e um monte de outras
pessoas) existia, mas eu sabia que você existia, e isso fez muito diferença pra
mim!
O meu primeiro contato com os seus pensamentos
praticamente me curou.
Eu era bem mais jovem, e minhas questões relacionadas ao entendimento da vida e do Divino borbulhavam e me davam uma sensação grande de solidão, pois, para mim, era como se tudo que ardia em meu coração e que parecia tão verdadeiro e possível fosse uma “aberração” ou até heresia para os que comigo caminhavam... Ler você, meu amigo, me libertou. Foi como se Deus estivesse me dizendo: “Viu? Você é normal, e tem mais gente normal como você. Fique em paz”.
Eu era bem mais jovem, e minhas questões relacionadas ao entendimento da vida e do Divino borbulhavam e me davam uma sensação grande de solidão, pois, para mim, era como se tudo que ardia em meu coração e que parecia tão verdadeiro e possível fosse uma “aberração” ou até heresia para os que comigo caminhavam... Ler você, meu amigo, me libertou. Foi como se Deus estivesse me dizendo: “Viu? Você é normal, e tem mais gente normal como você. Fique em paz”.
Pode parecer apenas mais um texto, mais uma homenagem bonita e merecida, mas o
impacto real do eco das suas reflexões
em mim agregam tamanha intensidade a esta minha declaração que eu, por
mais que me esforce, não consigo transcrever. Resta-me dizer “Obrigada!" – A você, pelas sementes
espalhadas, e a Deus, por sua vida e missão tão preciosas.
Sabe, por mais falta que você faça por aqui, permita-me imaginar que você está muito melhor
agora, pois para quem sempre apreciou um jardim, você deve estar no paraíso! ;)
“Todo jardim começa com uma história de amor, antes que
qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham
nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins
por fora e nem passeia por eles.” (Rubem Alves)
Valeu, meu amigo e professor. Eu acredito que você cumpriu a carreira,e, visivelmente, guardou a fé!
Ah! Um pequeno detalhe: Esta imagem da postagem é minha. Eu mesma a fotografei e ela tem um significado muito especial para mim. Por isso, faz todo sentido eu dizer: É o meu presente pra você.
Ah! Um pequeno detalhe: Esta imagem da postagem é minha. Eu mesma a fotografei e ela tem um significado muito especial para mim. Por isso, faz todo sentido eu dizer: É o meu presente pra você.
sexta-feira, maio 16, 2014
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
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