quarta-feira, maio 16, 2018

A religião é uma forma de se entender o sobrenatural que afeta nosso modo de viver.
Discriminação e preconceitos associados a entendimentos religiosos não agregam  credibilidade ao seu posicionamento, mas comprometem sua essência, rompem o fio, e quebram o vaso prestes a ser cheio em seu propósito...

terça-feira, abril 10, 2018

Instinto e Sabedoria


O que fazer com a experiência que a gente adquire nos relacionamentos e nos ambientes, e que, processada em nossa sensibilidade, gera em nós a noção pertinente para identificar riscos, perceber ciladas e intuir situações com a devida idoneidade?  Sabe aquele instinto apurado? Pois é... Devo dizer que esta competência é  uma verdadeira saia justa.
Sair dando a nossa opinião não é uma opção que traga boa reputação, mas a gente só aprende errando. Não são raras as vezes em que busco outras literaturas ou artigos específicos de profissionais já legitimados pelo tempo, experiência ou até mesmo “fama” para espalhar minha opinião. Destas, inúmeras refletem ”ipsis litteris” o meu pensamento, porém fico a dever pela “não referência bibliográfica”, então, navego na onda de pensadores consagrados.
Com o passar do tempo, um gosto amargo de frustração vai incomodando minha “voz”, e sinto-me desmotivada.
É quando, então, recolho-me (ainda que só mentalmente) para refletir sobre minhas motivações, vaidades e propósitos, e, neste campo de concentração, busco novo entusiasmo; porque a frustração é um caminho ladeira abaixo, e se eu quiser , um dia, ter mais que licença poética, e ser referência bibliográfica,  a direção  é permanecer avante, nunca ruir.
Daí, meu instinto fica descontaminado,  e de apurado passa a ungido pelo santo bálsamo da paciência, que é uma porção da sabedoria. E o silêncio da espera pelo tempo certo das coisas me faz parecer sábia.

A única sabedoria que uma pessoa pode esperar adquirir é a sabedoria da humildade.” (T. S. Eliot)

quinta-feira, março 22, 2018

A Metade do Caminho



A metade de qualquer caminho é, invariavelmente, um momento de desânimo. Geralmente estamos tão longe de onde partimos, que não mais conseguimos ver o que já deixamos para trás, e nosso alvo ainda não está claramente visível para nos encorajar a seguir. A sensação é de que falta muito para quem já caminhou tanto...
Qualquer caminhada, qualquer coisa com a qual se sonhou, qualquer estrada que seja fruto de uma decisão, de um esforço, de uma busca. O meio entre o que nos falta e o que já temos será sempre uma fase delicada do processo.
Sempre vamos estar na metade de “alguns” caminhos.
As diversas áreas de nossas vidas são como diferentes caminhadas emocionais, profissionais, sociais, etc. Por mais que nos planejemos, nem sempre acertamos ao mesmo tempo a carreira, o amor, a maternidade e o equilíbrio espiritual. Não há como garantir que elas aconteçam simultaneamente, sem conflito.

I stand upon my desk to remind myself that we must constantly look at things in a different way. When you think you know something, try to look at it in a different way (John Keating, personagem de Robin Williams no filme Sociedade dos Poetas Mortos)

Traduzindo, seria algo parecido com o seguinte: “Estou em pé aqui nesta mesa para lembrar a mim mesmo de que devemos constantemente procurar olhar para as coisas e circunstâncias numa ótica diferente. Quando achamos que conhecemos alguma coisa, que tal tentarmos olhar para ela de um modo diferente?


O meio do caminho é propício para conhecer novas opiniões e experiências, ler um livro, ver um bom filme, trazer à memória o trajeto já percorrido, para assim, quem sabe, poder olhar a situação e o caminho de uma diferente perspectiva. A decisão poderá ser de prosseguir revigorado, redirecionar o alvo ou simplesmente desistir. 

O ideal é que qualquer decisão não seja fruto do cansaço, da solidão, nem do egoísmo de quem acredita só no que está vendo, na visão de uma única janela. Haverá sempre diferentes perspectivas. Às vezes, pode ser simplesmente ouvir o outro, compartilhar uma ideia ou uma boa e restauradora noite de sono.

Seja qual for o momento da vida, o trecho da estrada, é imprescindível buscar entusiasmo. (No grego, de onde se deriva, entusiasmo é enthusiasmós. Ela se compõe de três partes: en (em) thu (abreviação de theós=Deus), e mos (terminação de substantivos). Entusiasmo significa, portanto, ter um Deus dentro, ser tomado por Deus. Não é uma intuição fantástica?
Por mais banal que possa lhe parecer uma atividade, quando você se abre positivamente a respeito, buscando o olhar menos óbvio e cansativo, você é invadido por uma plenitude espiritual que traz paz, que te entusiasma, dá voz a Deus em você.


De repente, você está se desanimando, e pode estar na metade de onde pode chegar... Ah! Mas é só a metade?! Pode ser, mas é um caminho.  Preste atenção, mude o foco, e entusiasme-se!  

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Sentir a Vida Fazendo Sentido...




Nem sempre acertamos os passos de todas as nossas caminhadas de vida, faz parte do aprendizado. Mas não perceber o seu movimento é uma distração, e, assim, de distração em distração, uma hora a gente se dá conta que deixou de viver - a gente existe, mas não preenche esta existência com vida, porque não desfruta todos os seus “sentidos”.
Nossos sentidos são a ponte que nos leva ao  mundo exterior. Olfato, paladar, visão, audição, tato, e, quem sabe, um sexto.... Por eles, entram e saem um mundo de experiências. E as diversas áreas de nossa vida são como diferentes caminhadas desse mundo de muitos ensaios: pessoais, profissionais, sociais, etc.  Sentir a vida que passa por nós é explorar todas as pontes que a ela nos une. E isso tem a ver com tudo que experimentamos.
O sistema nervoso central transcendente da nossa existência é nutrido por nossas relações, relações estas que são como a conexão de todos os sentidos, que juntos pulsam energia - de dentro pra fora e de fora pra dentro, e faz funcionar a máquina da vida. Assim, uma vida que vale a pena é percebida integralmente - comigo, com o outro, com os momentos, com o ambiente...
Muito dos desequilíbrios que se evidenciam na sociedade - corrupção, depressão, violência, desvios de comportamento, e outros - começou microscopicamente numa distração isolada deste circuito de vida. Alguém deixou de prestar atenção em alguém que, inevitavelmente, também parou de prestar atenção em si, e não quis mais saber do outro, e por aí foi indo... Sabe o que costuma sobrar dessas distrações? Angústias, conflitos, feridas, e até algumas tiranias.
Não é bom negligenciar nossas relações. Prestar atenção nas pessoas é promover atrito positivo para gerar combustível nos vínculos que estabelecemos no nosso dia a dia.  Relações transparentes e estruturadas são  sementes de onde germinarão indivíduos fortes, com atitudes inspiradoras e transformadoras, capazes de impulsionar toda uma sociedade.
Flexibilizar-se para corresponder às mudanças ao nosso redor é sentir o movimento da vida, é ouvir muito mais do que nos é dito, é olhar além do que se mostra, e degustar aromas e sabores sem restrição de caminhada; e isto deve se aplicar não apenas em nossos relacionamentos afetivos pessoais, mas em todas as nossas interações diárias – familiares, sociais, profissionais e comunitárias.
A gente tem a mania de congelar os conceitos aprendidos em “nossa” época, mesmo que isto signifique uma curta experiência de vida. Quanta pretensão! Negamos o testemunho extraordinário da própria vida, e a evidência cristalina e empírica de que todos os momentos da história carregam a potência de milhares de outras histórias e eventos passados. Então, para que desperdiçar tanto vigor com manobras emocionais sobre pessoas, crenças e situações, simplesmente para obter resultados que caibam no meu entendimento de mundo, em meus (literalmente) preconceitos e interesses limitados, se posso ir muito além do meu umbigo genético, fazendo jus à simbologia do umbigo da alma – que é uma consciência que ecoa na eternidade!
            Sabe o que diz meu sexto sentido? O mesmo que disse Teilhard de Chardin: “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.”.  Mas infelizmente nossa soberba chega ao ponto de considerar-se alienígena. Até que a própria vida nos ameace com sua inexorável “lei” do retorno.
Ainda assim, eu creio  numa graça que transborda. Mesmo que não chegue a jorrar na terra!

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Sobre Tormentas...


As tormentas não são simples fatalidades para nos causar medo e desespero. Elas são fenômenos, processo vivo da constante atividade da natureza. Faz parte. Ou seja, se o meu barco está no mar, devo contar com tormentas.

É certo que em meio a toda imensidão cósmica, somos poeira; e se quisermos fazer valer o fôlego mágico de vida que nos eleva um pouco além da poeira, devemos aprender com tempestades e bonanças, e continuar remando, certos de que - quer tragados,  náufragos ou ilesos, os remos estiveram firmes , o horizonte foi contemplado e  o fim... Ora, o fim sempre vem. Mas..... Há uma esperança teimosa que nos alimenta, e que não se resume ao que por aqui se encerra.

Com o fôlego de vida, parece que recebemos uma intuição de eternidade, e esta intuição é como uma águia que voa alto quando há tormenta: Elas sabem que acima das nuvens escuras, dos ventos e das descargas elétricas, brilha o sol.

Portanto, a cada novo amanhecer, lembremo-nos que as tormentas e o fim são inevitáveis, mas a fé é esta intuição de eternidade, e que ela tem olhos de águia!

quinta-feira, novembro 16, 2017

Cuidar do Futuro é Cuidar da Casa


Conviver e cuidar da saúde da família será sempre um desafio. Ninguém disse que seria fácil! Mas não podemos negligenciar diante de tamanha responsabilidade e raro prazer.

Muitas vezes, moramos na mesma casa, dividimos a mesma mesa de jantar ou sala de TV, mas existe um abismo entre nós!

Precisamos compartilhar experiências diárias! Participar da vida um do outro.
O futuro do mundo está em nossas mãos: nossos filhos!


Consertar o que saiu errado é muito mais trabalhoso, e traz mais sofrimento do que investir  no alicerce de uma construção sólida e fortalecida, independente do modelo.

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...