quinta-feira, abril 02, 2009

Sobre um dos Sete Pecados Capitais: LUXÚRIA


(Com base na pregação
do PR. Ed René Kivitz – neste link
http://www.ibab.com.br/mensagens.html )


Ousado? Eu diria transparente, verdadeiro.
É o que ele pensa, com base no conhecimento, visão e experiências que têm tido como estudioso e pastor. Fora, obviamente ( e eu creio nisso), da liberdade que o Espírito Santo a ele tem outorgado para assim o fazer!
Eu achei bárbaro! Chorei de tão emocionada que fiquei! Não acreditei que pudesse estar ouvindo isso! Pode parecer exagero, mas, finalmente ouvir um líder cristão, manifestar-se de modo tão responsável, inspirado e, ao mesmo tempo, transparente, é como ver um homem negro chegar a presidência dos EUA! Foi quase como se eu fosse negra, e esperasse a vida inteira para assistir isso acontecer!

Tenho uma experiência de vida um tanto marcante no que tange a estas questões religiosas, além de muita repressão e máscaras - não minhas, mas de líderes e de gente medrosa e mentirosa.
Enfrentei e venci sozinha muitos obstáculos da minha vida. Meu coração sempre foi aquecido de modo bastante solitário, humanamente falando, por conforto e certezas gerados em minhas próprias reflexões, leituras, orações, e pelo amor inexplicável deste Deus que habita o sobrenatural, no misterioso universo divino, e que, misericordiosamente, entrou e fez morada também em meu pobre e não merecedor coração! Um Deus que eu tenho tido o privilégio de perceber e experimentar de modo muito pessoal e especial.
Quando me dei conta de que o Pastor Ed René (http://outraespiritualidade.blogspot.com/ ) estava ali, falando coisas que eu já pensei, considerei e até usei para confortar o coração de algumas pessoas aflitas... Ah! Foi indescritível! Muito emocionante mesmo!

Bem, de certo modo (tirando as riquezas de interpretação e a abrangência pastoral), eu sentia do mesmo modo, como o Ed fala. Foi pensando assim que eu vim melhorando minha vida, alinhando meus caminhos e respondendo às muitas questões que me chegam de gente (adolescente, adultos, etc) aflita com suas crises relacionadas a descoberta ou realização de prazer, medo, culpa, e vontade de agradar a Deus. É um conflito que faz muita gente boa sofrer, sem ter onde buscar respostas que consolem e, ao mesmo tempo, eduquem, edifiquem. Ah! Vocês não imaginam como é, para mim, poder ajudar estas pessoas! Sempre retomo o meu passado, e penso como teria sido menos doloroso se alguém tivesse me trazido orientação desse nível de transparência e valor. Mas também considero a possibilidade de Deus ter permitido (não sei...) que eu ultrapassasse este túnel de experiências amargas ilesa e pronta para influenciar pessoas e consolar seus corações, porque é, de verdade, a sensação que tenho quando falo aos que, em lágrimas, às vezes, me procuram.

Em nossas famílias, muitos já estiveram, outros estão ou, como eu, estarão, diante da cobrança dos filhos e filhas por um posicionamento a respeito. E o meu receio sempre foi este mesmo. Não quero para os meus filhos o que eu tive! Eu quero vê-los felizes, resolvidos, em paz, compartilhando tranquilamente com o Deus que crêem os caminhos (todos) de suas vidas! Sem máscaras, sem culpas, mas também com medida, responsabilidade e desenvolvimento de suas fases de vida no tempo certo.

Ao Pastor Ed René, minha oração contínua das mais ricas e poderosas bênçãos de Deus sobre sua vida e família.
Aos que lêem esta pequena porção do meu pensamento, também minha oração para que Deus abençoe a todos, abrindo mentes e corações sinceros para adorá-lo em tudo, com vida em abundância de fé, alegria, trabalho, prazer, dever, etc.
Se puderem, dediquem um tempo para ouvir esta mensagem.

A ELE, toda honra e todo louvor! Amém!

quinta-feira, março 12, 2009

REPOSTAGEM.
Primeira postagem em 2006.

Viver é uma arte...

A arte de lutar para manter convicções e atitudes coerentes e aprender a lidar com o outro, driblar circunstâncias, saborear diferentes sentimentos. A arte de oscilar reflexões sobre certo, errado, seguro, duvidoso, negociável e eterno.


Quando era ainda adolescente, a Igreja Batista do Bairro onde eu morava, costumava receber grupos de missionários americanos para conhecer e ajudar na “evangelização” do povo brasileiro. Fiquei com eles por quase 15 dias, ajudando com o idioma. Ao se despedir de mim, uma das missionárias (já uma senhora) me entregou um bonito pacote de presente onde havia uma linda bolsa de cetim preto.
Ao me presentear, muito amorosa e expressando grande gratidão pela ajuda daqueles dias, ela me comentou:

Querida Beth,
É uma simples recordação, mas não é nova... Era minha.
Onde fui criada, aprendi que, quando damos o que é nosso, demonstramos ainda maior afeição. Assim, queria que você soubesse do amor e gratidão que Deus colocou em meu coração por você nestes dias
.”

Deus nos deu o fôlego de vida, e nos falou sobre essa afeição “de dar o que é seu” quando enviou Jesus.

No princípio era o verbo”, o verbo é o sentido de todas as coisas, é o sentido da vida. É a arte.
O verbo estava com Deus” – o dom da vida estava com Deus e era Deus.
O verbo se fez carne e habitou entre nós” – A vida se fez carne para melhor entender as carnes que não entendiam a vida!
Jesus foi um presente que pertencia a Deus. Era Deus feito gente. Uma coisa totalmente sua, que Deus nos deu.
Pensando com a filosofia da adorável missionária, eu fico sem palavras ao refletir...
Que afeição!!!!! Realmente uma “maneira tal de amar”!

A vida é uma arte que é “meio nossa”, mas que não nos pertence, o que, talvez, seja uma boa desculpa para a irresponsabilidade humana.
Incerta e misteriosa, a vida é um projeto surpreendente e desafiador, e essa nossa impotência diante de sua grandeza, de certa forma, nos incomoda.

Romanos 14, vs 7,8,9 diz:
Nós não somos donos de nós mesmos,
de forma a vivermos ou morrermos segundo a nossa vontade ou conveniência.
Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor, dependemos da sua vontade. Quando morrermos, iremos estar com o Senhor. Por isso, tanto na vida como na morte, pertencemos ao Senhor.
Foi para isto mesmo aliás que Cristo morreu e ressuscitou, para ser Senhor das nossas vidas, quer vivamos, quer morramos


Como eu disse antes, a vida é uma arte que é “meio nossa” - uma coisa que a gente tem, mas que ironicamente não nos pertence. Contudo, vale pensar que é um presente de afeição inigualável, e deve ser tratado com cuidado especial, e não irresponsável.

Relembrando Shakespeare, em Hamlet:
Há mais mistérios entre o céu e a terra
Do que supõe nossa vã filosofia


...................................

P.S.: Só para não se perder na mente, e parecer meio irreal, quero dizer que tenho a bolsa de cetim até hoje. Estou com 42 anos, e ainda sinto o perfume da época na bolsa...
O afeto que veio com a bolsa permaneceu e cresceu. Ainda hoje, sempre que posso, falo com os missionários por e-mail. Trocamos fotos e atualizamos os filhos, netos (deles), etc. Já estão bem idosos e cansados, mas falam comigo ainda como se ainda fosse aquela garotinha...
Por Beth_Bittencourt

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Dia de Constante Gratidão!

GRAÇAS DOU
(Primeira Igreja Batista de Curitiba)

Aqui diante de Ti, eu tanto pra te agradecer!
Graças te dou! Graças te dou!
O que me deste Senhor,
por tantas bênçãos que eu não posso ver...
Graças dou! Graças dou!
Com meu coração e o meu louvor,
com as mãos aos céus,
Louvo-te Senhor!
Graças dou! Sempre a ti eu graças dou!
Tens feito tanto por mim,
da escuridão tua luz me tirou,
graças dou! Graças dou!

Por teu Amor e perdão,
por meus pecados levados na cruz,
graças dou! Graças dou!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

O Maior de Todos os Presentes


Para a criançada, em maior ou menor escala, Natal tem a ver com Papai Noel, presentes debaixo da árvore, reunião de família, etc..

Para os adultos, além dos gastos com a lista de presentes, as mensagens e votos têm diferentes variações, porém num mesmo tom. Aquela coisa de saúde, paz, prosperidade, sonhos realizados, e por aí vai. Inevitável pensar e desejar todas estas coisas para si e para os outros, principalmente numa época dessas, então, a gente vai e entra no clima, afinal, a idéia e o propósito são perfeitos a qualquer momento.

Seja como for, esperamos que a simbologia das comemorações natalinas seja mais um momento de união, reflexão, mudança de atitude e nova direção nas pessoas e nos lares.

Vale a certeza de que Deus está presente em todos os nossos momentos, não apenas nas celebrações. Como um pai de amor, Ele se importa com seus filhos, e cuida de nossas vidas, apesar de todas as nossas imperfeições e medos... Mesmo diante de situações que não compreendemos, Ele nos conhece bem, sabe das nossas tendências e fraquezas humanas, por isso mesmo está sempre pronto a nos perdoar, restaurar nossa vida, trazer paz ao nosso coração fragilizado pelo sofrimento e nos dar novas oportunidades para continuar ou recomeçar.

Natal é isso. Cristo em nós. Todos os dias. Este é o maior de todos os presentes.

Que você, junto com sua família, tenha um Natal de paz e que em 2009 sua vida e seus valores possam impactar outras vidas com alegria, saúde e realizações!

segunda-feira, julho 14, 2008

Via Dutra



São tantos tipos de gente,
São frutas à beira da estrada,
Brotando de um mesmo pé,
Em cachos, caixas e lotes,
Onde a senhora, o mascote,
Apostam nos carros a fé.

Há pontes,
Viadutos por cima,
Gados em pasto ainda verde,
E homens respirando cinza...

Moleques descalços, mendigos,
E automóveis de rico.

Eixo longo entre pontos distantes
Ligando cidades e horizontes,
Paisagens repetitivas,
Aperto no coração,
História de uma rodovia,
Registro de um duro chão...

Batidas, paradas, folias,
Caronas de caminhão.

Enquanto passo por ela
A tarde enfraquece o sol,
Me canso, se posso, adormeço,
Desperto com a lgum farol.

Envelhecer é diferente de apodrecer

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? (Confúcio) Eu, com certeza, seria velha, em qualquer momento. Devo ter na...